Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Adega Cooperativa da Covilhã (ACC) anunciou que vai apresentar um Plano Especial de Revitalização devido à situação financeira que atravessa e que inclui uma dívida à banca na ordem de dois milhões de euros.
A Adega Cooperativa da Covilhã (ACC) anunciou que vai apresentar um Plano Especial de Revitalização devido à situação financeira que atravessa e que inclui uma dívida à banca na ordem de dois milhões de euros.
"Não é pois possível manter esta situação de indefinição com mais uma colheita à porta, pois que todos nós produtores de uvas temos de resolver a colocação da nossa produção e, por essa razão, a decisão tomada em reunião de direção foi iniciar no dia 12 de setembro o procedimento para apresentar o Plano Especial de Revitalização (PER) o mais rapidamente possível", explica a atual direção numa carta enviada aos associados e a que a Lusa teve acesso.
Na missiva, a direção explica que a adega já não irá receber uvas nesta campanha.
Em relação aos atuais dez trabalhadores, a direção assume que há ordenados em atraso (julho e agosto) e adianta que será solicitado "à maioria dos colaboradores" que peçam a "suspensão imediata dos contratos de trabalho", ficando apenas os "indispensáveis para assegurar a área administrativa e comercial".
Os dirigentes salientam que, quando tomaram posse, a dívida à banca já rondava os dois milhões de euros, valor "incomportável" e que se mantém.
Segundo acrescentam, só de juros esta direção pagou cerca de 727 mil euros.
Na carta recorda-se ainda que as dificuldades começaram "há mais de 20 anos" e que se agudizaram em 2010, quando as "campanhas começaram a ser muito reduzidas, sendo na prática garantidas apenas pelos elementos efetivos da direção acrescidos de muito poucos associados".
A direção lembra ainda todos esforços que foram feitos para garantir a manutenção da adega e lamenta não ter conseguido os propósitos que sempre teve no horizonte.
"Com a falta de apoio da banca, dos senhores associados e das entidades oficiais, quer locais quer nacionais, não é possível continuar a manter a porta aberta", resume.
Assumindo que o "resultado do PER é indefinido à partida", reitera que a ACC é uma "unidade com todas as condições para funcionar" e que produz "bons vinhos", muitos dos quais premiados.
"Temos consciência de termos feito o melhor que pudemos e sabíamos, aguardaremos com tranquilidade a decisão que vier a ser tomada pelo tribunal relativamente ao projeto PER que iremos apresentar e que consideramos ser o que poderá viabilizar a ACC no futuro", concluem os dirigentes.
A agência Lusa tentou contactar o presidente da direção da ACC, Francisco Matos Soares, mas as tentativas foram infrutíferas.
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