Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Câmara Municipal da Covilhã contará em 2017 com um orçamento de 37,272 milhões de euros, que reflete um aumento superior a dois milhões de euros relativamente a este ano e que o presidente do município classifica como realista.
A Câmara Municipal da Covilhã contará em 2017 com um orçamento de 37,272 milhões de euros, que reflete um aumento superior a dois milhões de euros relativamente a este ano e que o presidente do município classifica como realista.
"E um orçamento muito, mas mesmo muito, realista, porque é muito próximo daquilo que são efetivamente as nossas receitas, sem empolamento", referiu Vítor Pereira (PS), no final da noite desta quinta-feira, depois de o orçamento ter sido aprovado por maioria.
O autarca deste concelho do distrito de Castelo Branco explicou que o aumento previsto no valor global se prende com o aproveitamento de fundos comunitários, designadamente o que está previsto quer no Pacto de Desenvolvimento da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela quer do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU).
Segundo recordou, esses planos integram a realização de obras nas escolas de pré-escolar e de ensino básico e na Escola Secundária Frei Heitor Pinto, bem como a concretização do plano de combate ao insucesso e abandono escolar.
A requalificação do Teatro Municipal, do edifício da antiga PSP ou do antigo liceu, a recuperação de 26 habitações no centro histórico, a construção de ciclovias ou a reparação de estradas municipais são outros dos investimentos previstos.
O autarca salientou ainda que as apostas na ação social, na valorização do património natural ou em vertentes imateriais estão devidamente previstas e contempladas nos diferentes itens do plano.
"É necessariamente um documento técnico e contabilístico, mas que integra opções e decisões políticas e que estão devidamente plasmadas nas rubricas correspondentes", disse, rejeitando as críticas dos vereadores da oposição que disseram que o orçamento apresentado é meramente técnico e que não contempla o plano das opções da decisão política.
No final da sessão, o vereador da CDU, José Pinto, explicou que votou contra por este orçamento ser um "déjà vu" relativamente ao dos últimos anos, baseado em "receitas hipotéticas" e no qual não estão previstas várias situações, como a prometida redução do preço da água para os munícipes ou a definição de planos na área da proteção civil, emergência social, agricultura e floresta.
Com o mesmo sentido de voto, os vereadores do Movimento Acreditar Covilhã, Pedro Farromba e Nuno Reis, enumeraram aspetos que consideram exemplos da má elaboração e criticaram o que definiram como "um orçamento paliativo" e "uma cópia mal elaborada dos anos anteriores", representativa da "deriva municipal" e da "falta de rumo".
Apesar das críticas, o documento foi aprovado com os votos favoráveis da maioria e segue para aprovação da Assembleia Municipal.
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