Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia, acusa o PSD local de denegrir o Centro de Empresas Inovadoras (CEI) e de pôr em causa a imagem das 'startup's' ali instaladas.
O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia, acusa o PSD local de denegrir o Centro de Empresas Inovadoras (CEI) e de pôr em causa a imagem das 'startup's' ali instaladas.
"Lamentamos que tudo o que aqui no CEI foi dito e explicado ao PSD apenas tenha servido para nada, a não ser de denegrir o CEI. Isso para nós é fazer politica da forma como não a queremos fazer", afirmou esta 6ª-feira, em conferência de imprensa, o presidente da Câmara Luís Correia.
O autarca reagiu às recentes declarações do presidente da concelhia do PSD de Castelo Branco, Carlos Almeida, que criticou a falta de uma estratégia para o CEI e defendeu a criação de um fundo de capital de risco para empreendedores.
"Há uma falta de estratégia, do nosso ponto de vista, desde logo, na definição de um público-alvo que deve ser trabalhado, sem excluir ninguém", afirmou o social-democrata.
Luís Correia disse ser a "primeira e a última vez" que responde a acusações deste género e explicou que o faz porque a conferência de imprensa do PSD, não só pôs em causa o trabalho desenvolvido no CEI, como a imagem das 'startup' que ali estão instaladas.
"Digo que é a primeira e última vez, porque fazemos um esforço para não entrar neste tipo de politica. Para nós, a política é fazer. Construir e olhar pela causa pública e não entrar nestes jogos de demagogia e de retórica", sustentou.
O presidente do Município foi taxativo: "Com estratégia ou sem estratégia, espero que tenham visto e percebido que as coisas aqui se fazem para tenhamos a incubadora com maior sucesso em todo o interior de Portugal".
Realçou também as competências do diretor executivo do CEI, João Borga, que atualmente dirige a rede nacional de incubadoras e reafirmou o "orgulho" no trabalho que está a ser desenvolvido nesta instituição.
Já o diretor executivo do CEI, João Borga, esclareceu que este tipo de críticas o preocupam: " ao fazerem criticas deste génro, Mais do que afetar o CEI, estão a afetar as hipóteses que algumas destas empresas têm de sucesso, nomeadamente de ganharem concursos, quando tentam aceder a financiamento".
O CEI, uma iniciativa da Câmara e do Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar (CATAA), apresenta uma taxa de sobrevivência de projetos de 72%, sendo que atualmente tem 21 'startup's alojadas.
Disponibiliza um conjunto de serviços de apoio à aceleração de ideias, como consultoria, alojamento, inovação e prototipagem, ferramentas de apoio e ações de promoção.
Tem ainda um dos 15 FabLab's existentes no país, reconhecido pelo Massachusetts Institute of Tecnology (MIT) e disponibiliza uma biblioteca direcionada à inovação e tecnologia com 230 obras.
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