Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A defesa de Andoni Fernandez, alegado etarra que ontem começou a ser julgado em Caldas da Rainha, admite processar judicialmente um chefe da PSP acusando-o de contradições no testemunho ao tribunal.
A defesa de Andoni Fernandez, alegado etarra que ontem começou a ser julgado em Caldas da Rainha, admite processar judicialmente um chefe da PSP acusando-o de contradições no testemunho ao tribunal.
“No entender da defesa, as declarações prestadas por essa testemunha [Eduardo Firmino], em sede de audiência e em sede de inquérito, revelam patentes contradições e são passíveis de consubstanciarem a prática de crime de falsidade de depoimento”, afirmou José Galamba, advogado de Andoni Fernandez no final da audiência.
A testemunha, chefe da PSP das Caldas da Rainha, foi chamado a depor enquanto morador no número 2 da Rua do Gesso, no Casal da Avarela, ao lado da vivenda onde em fevereiro do ano passado foram encontrados 1500 quilos de explosivos.
O chefe da PSP foi ouvido durante mais de três horas e meia devido a um requerimento da defesa pedindo a confrontação das declarações feitas hoje em tribunal – onde afirmou reconhecer o arguido - e o depoimento efetuado em fevereiro do ano passado à Polícia Judiciária – em que afirmou não o conseguir descrever.
A morosidade da audição de Eduardo Firmino levou a que, durante a tarde, apenas tenham sido ouvidas mais duas testemunhas, uma delas a sua filha.
A outra testemunha, funcionária de uma imobiliária, deveria ser ouvida apenas ontem mas, por ter sido notificada erradamente e por se ter deslocado de Castelo Branco, o juiz acabou por ouvir-la.
O coletivo de juízes prosseguiu durante todo o dia a audição de mais dez das 36 testemunhas arroladas pela acusação e, de acordo com as declarações do juiz presidente, Paulo Coelho, aos jornalistas, o tribunal “deverá marcar nova sessão do julgamento para o dia 4 de Outubro”.
A defesa arrolou inicialmente como testemunha apenas a mãe de Andoni Fernandez, mas durante a sessão de hoje o advogado José Galamba fez um requerimento a pedir que sejam ouvidas mais três testemunhas, um tenente e dois militares da GNR, que foram chamados à vivenda de Óbidos a 4 de fevereiro quando o alerta dos vizinhos levou a que fosse descobertos os explosivos.
O tribunal remeteu a decisão sobre este requerimento para depois de terem sido ouvidas todas as testemunhas de acusação.
Andoni Zengotitabengoa Fernandez, de 32 anos, foi identificado como sendo um dos inquilinos da vivenda da Avarela, juntamente com Oier Mielgo, que se encontra detido em França e não será julgado neste processo.
O basco é acusado pelo Ministério Público (MP) de dois crimes de furto qualificado, nove crimes de falsificação e um crime de detenção de arma proibida, todos com vista à prática de terrorismo, e ainda um crime de resistência e coação sobre funcionário, praticados, segundo a acusação, "enquanto membro da ETA".
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