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Economia 14 de dezembro de 2016

Sertã e Oleiros recebem projeto da Universidade de Coimbra para potenciar florestas em 2017

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Universidade de Coimbra vai coordenar em 2017 um projeto para potenciar os produtos florestais em quatro municípios da região Centro, numa iniciativa que deverá ter um apoio de dois a três milhões de euros de fundos europeus.

A Universidade de Coimbra vai coordenar em 2017 um projeto para potenciar os produtos florestais em quatro municípios da região Centro, numa iniciativa que deverá ter um apoio de dois a três milhões de euros de fundos europeus.

O projeto "não vai criar infraestuturas, mas usar as estruturas já existentes", envolvendo municípios, empresas e possivelmente "outros centros de conhecimento" na aplicação de novas tecnologias na produção e transformação de produtos ligados à floresta, informou a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, no final da reunião do Conselho Regional, que decorreu em Coimbra.

A iniciativa envolve os municípios de Mortágua, Sertã, Oleiros e Vouzela, que são "zonas representativas" da floresta da região, e vai "pegar na indústria transformadora, pegar no saber fazer e promover esses produtos junto dos utilizadores", explanou o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, que também esteve presente na reunião.

"É importante diversificar os produtos da floresta" e mostrar que se pode "fazer mais", aplicando novas tecnologias, sublinhou o membro do executivo, em declarações aos jornalistas.

O projeto, intitulado "Forest for Future", quer "agarrar em tecnologia madura desenvolvida e conhecimentos que existem nas entidades de investigação, que estão perfeitamente dominados," e "aplicá-los no terreno", disse à agência Lusa o docente da Universidade de Coimbra Alfredo Dias, membro do projeto.

De acordo com o professor e investigador, os conhecimentos, de momento, não estão a ser aplicados nos agentes, sendo que a sua aplicação poderá "resolver problemas significativos", através de uma adaptação das soluções às especificidades de cada território.

"Vamos ter um conjunto de 'packs' para diferentes problemas", referiu, avançando que o projeto quer desenvolver soluções ao nível do mapeamento florestal, monitorização florestal, criação de novos produtos e introdução de novos clones de plantas e novas espécies.

A iniciativa permite "transferir [saber] e demonstrar a utilidade do conhecimento", em que os beneficiários serão "produtores, proprietários, empresas e utilizadores", referiu Alfredo Dias.

Um dos grandes objetivos é levar para o mercado "novos produtos e novas soluções", que, apesar de apresentarem outras exigências, "pagam melhor", salientou, notando que "uma boa parte" dos produtos da fileira do pinheiro criados neste momento em Portugal apresentam "pouco valor acrescentado".

O investigador referiu que a primeira fase do projeto terá dois anos, sendo que "a ideia é depois extrapolá-lo para todo o território".

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