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Educação 16 de dezembro de 2016

Estudantes da Universidade da Beira Interior querem ser mais interventivos no país

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A nova presidente da Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI), que foi eleita na quinta-feira, disse hoje que irá exercer um mandato mais interventivo a nível nacional para poder defender melhor os alunos.

A nova presidente da Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI), que foi eleita na quinta-feira, disse hoje que irá exercer um mandato mais interventivo a nível nacional para poder defender melhor os alunos.

"Queremos reafirmar a associação académica tanto a nível local como a nível nacional e pretendemos ser muito mais interventivos no movimento associativo nacional, porque consideramos que esta é a melhor forma de defender o interesse dos estudantes e da própria Universidade da Beira Interior (UBI)", afirmou Raquel Bento, em declarações à agência Lusa.

A lista liderada por Raquel Bento foi a única que se apresentou ao ato eleitoral que decorreu na quinta-feira, tendo a direção sido eleita com 885 votos.

De entre 6.708 estudantes que podiam votar, participaram no sufrágio 961 alunos, tendo-se registado 885 votos a favor, 46 votos em branco e 30 nulos.

Para o mandato que irá iniciar, a aluna do curso de Ciências Farmacêuticas desta instituição sediada na Covilhã, distrito de Castelo Branco, promete uma voz mais ativa e reivindicativa.

A discriminação positiva para as instituições do interior do país, a alteração do modelo de financiamento para o ensino superior e a revisão do regime de atribuição de bolsas são temas que Raquel Bento pretende levar a debate nas reuniões com as demais associações académicas.

"São questões que nos preocupam e que iremos tentar defender ao máximo", referiu.

Lembrando que na captação de alunos as instituições do Interior têm dificuldade em competir com as do Litoral, não pela qualidade de ensino mas acima de tudo pela localização geográfica, a dirigente estudantil considerou que deviam ser aplicadas medidas de "verdadeira discriminação positiva" que ajudassem a inverter este paradigma.

Por outro lado, Raquel Bento também considera que é importante alterar a fórmula de financiamento universitário que tem mantido várias instituições subfinanciadas há vários anos, entre as quais a UBI.

"É um problema que não é só nosso e que tem de ser resolvido, porque se as instituições tiverem melhores condições também poderão melhorar o apoio aos alunos", fundamentou.

Para a nova presidente da AAUBI, o regime nacional de atribuição de bolsas também terá de ser revisto para que se possam introduzir critérios de maior justiça e para que se possam evitar os atrasos que se verificam atualmente.

"Estamos em dezembro e há alunos que ainda nem sequer sabem o resultado da candidatura à bolsa e é óbvio que isso os penaliza muito", explicou.

A nível interno, Raquel Bento elege como principal objetivo a aproximação aos próprios estudantes, o que pretende fazer através do "contacto permanente com os alunos e com os núcleos dos cursos".

Segundo salientou, a direção agora eleita integra elementos de diferentes cursos das várias faculdades, "uma mais-valia" que poderá contribuir para fomentar a estratégia de proximidade.

A aposta na sustentabilidade financeira da associação e a promoção de uma maior articulação com a comunidade e com as instituições e empresas da cidade e da região são outras das prioridades assumidas por Raquel Bento.

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