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Região 15 de setembro de 2011

Covilhã: Chefe de polícia detido pelo SEF já fora punido em processos disciplinares - PSP

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O chefe de polícia da esquadra da Covilhã detido ontem pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) já tinha sido punido em processos disciplinares, disse à agência Lusa fonte da Direção Nacional da Polícia da Segurança Pública (PSP).

O chefe de polícia da esquadra da Covilhã detido ontem pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) já tinha sido punido em processos disciplinares, disse à agência Lusa fonte da Direção Nacional da Polícia da Segurança Pública (PSP).

O agente, agora suspenso de funções, foi detido juntamente com outras quatro pessoas, todas suspeitas de associação criminosa para auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e extorsão, no âmbito de uma investigação do SEF.

Os cinco detidos têm estado a chegar desde as 10:00 ao Tribunal da Covilhã – onde vão ser ouvidos em primeiro interrogatório judicial -, entrando por uma porta das traseiras, “por questões de segurança”, disse fonte da PSP no local.

À porta do tribunal, dezenas de curiosos assistem à chegada dos detidos que, segundo fonte judicial, vão ser ouvidos por um juiz a partir das 14:00, não se sabendo se as medidas de coação serão conhecidas ainda hoje.

O chefe de polícia “exercia funções de atendimento ao público” na receção da esquadra da Covilhã e por ele passava diversa informação relativa a telefonemas e contactos, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

No passado, “já foi sujeito a processos disciplinares na PSP e foi punido por irregularidades administrativas”, acrescentou.

Paulo Flor, porta-voz da Direção Nacional da PSP, sublinhou que o polícia detido “já foi alvo de outras ações disciplinares” e será agora sujeito a novo processo, que poderá ou não aguardar pelo desenrolar do processo criminal.

Muitas vezes, “o processo disciplinar espera pelo processo criminal, mas não seria inédito que não esperasse”, acrescentou.

Segundo este aquele responsável, a PSP “estará sempre do lado das soluções quando passam por levar à Justiça situações desviantes e excecionais dentro da Polícia”.

As cinco detenções foram feitas pelo SEF no âmbito da operação “Estrela”, que decorreu ontem “na Covilhã, Fundão e Tortosendo” e “ainda não foi dada por concluída”, informou aquela força de segurança em comunicado.

Houve buscas em cinco casas, num outro local não especificado no comunicado e em várias viaturas, para “produção de prova para o inquérito em curso no Ministério Público da Covilhã”.

Foram apreendidos vários documentos e duas viaturas, acrescentou o SEF.

Os indícios apontam para a prática de crimes de auxílio à imigração ilegal em que, a troco de dinheiro, eram fornecidos documentos falsos a cidadãos estrangeiros.

O esquema de falsificações era alegadamente conduzido por uma mulher (detida na operação) com o auxílio do chefe de polícia, acrescentou fonte judicial.

Segundo a mesma fonte, ambos teriam também montando um esquema de extorsão, em que alegadamente exigiam dinheiro a homens que a mulher seduzia e com os quais se envolvia sexualmente, ameaçando depois contar tudo às famílias a não ser que recebesse determinadas quantias.

Os outros detidos seriam cúmplices, nomeadamente pressionando as vítimas que se recusavam a ser chantageadas.

Na operação “Estrela” estiveram envolvidos cerca de 50 operacionais do SEF e uma equipa do Corpo de Intervenção da GNR.

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