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Educação 26 de dezembro de 2016

Proença-a-Nova: Alunos de Belas Artes criam esculturas com elementos da natureza

Por: Diario Digital Castelo Branco

Folhas secas caídas no chão, galhos de árvores e pedras, entre muitos outros elementos da natureza, foram utilizados por 29 alunos do 3º ano da Licenciatura em Escultura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) para dar corpo às suas criações, desenvolvidas no âmbito da residência de escultura que decorreu em Proença-a-Nova no início do mês de dezembro.

Folhas secas caídas no chão, galhos de árvores e pedras, entre muitos outros elementos da natureza, foram utilizados por 29 alunos do 3º ano da Licenciatura em Escultura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) para dar corpo às suas criações, desenvolvidas no âmbito da residência de escultura que decorreu em Proença-a-Nova no início do mês de dezembro.

Dedicada à intervenção escultórica na paisagem e realizada ao abrigo do protocolo “Aldeia Criativa”, assinado entre a FBAUL e o Município de Proença-a-Nova, esta residência foi desenvolvida na localidade de Aldeia Ruiva, numa área geográfica delimitada pelo Parque de Campismo, a Capela do Cabeço do Moinho e a Ribeira de Isna. Os alunos participantes foram desafiados a refletir sobre as práticas de integração, intervenção e apropriação escultórica, em conformidade com o espaço e com os elementos naturais preexistentes, com a sua perceção e com o seu uso, bem como sobre os conceitos de dimensão, proporção e escala, materialização, desmaterialização e sentido de temporalidade.

Para António Matos, professor e escultor que acompanhou a residência artística com os docentes José Revez e Andreia Pereira, a natureza assumiu um papel fundamental, afirmando a arte como experiência. “Fruto dos estudos e investigação em escultura sobre os elementos significativos da natureza, da poética do crescimento e do desenvolvimento orgânico, os alunos reivindicaram, através das intervenções-exercícios realizados em Proença-a-Nova, um protagonismo da natureza que parece responder a uma certa nostalgia para recuperar aquilo que se perdeu. O carácter efémero que marcou as intervenções introduziu o tempo real como coordenada plástica e abriu as portas à ideia de arte como acontecimento e experiência”, referiu António Matos.

Durante as saídas de campo, os alunos residentes deram conta das suas perceções e intenções plásticas em diversos ensaios de reconhecimento, realizados de forma individual e coletiva, promovendo a conversão dos elementos naturais endémicos, ou do seu próprio corpo, em matérias de experimentação plástica. Para os docentes, os objetivos foram integralmente cumpridos e os resultados deste exercício serão divulgados através de registos fotográficos e audiovisuais, em exposição documental a decorrer na Galeria Municipal de Proença-a-Nova, localizada no Parque Urbano, entre março e abril de 2017.

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