Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Educação 27 de dezembro de 2016

JSD debate reestruturação do Ensino Superior na Sertã

Por: Diario Digital Castelo Branco

A quinta sessão dos “Encontros com o Futuro”, dinamizada pela Juventude Social Democrata (JSD) Nacional realizou-se na Sertã, tendo a organização sido da responsabilidade da JSD de Castelo Branco e de Santarém.

A quinta sessão dos “Encontros com o Futuro”, dinamizada pela Juventude Social Democrata (JSD) Nacional realizou-se na Sertã, tendo a organização sido da responsabilidade da JSD de Castelo Branco e de Santarém.

O evento contou Nuno Mangas, Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), e Daniel Freitas, ex-Presidente da Federação Académica do Porto (FAP), refere o comunicado enviado ao Diário Digital Castelo Branco.

A sessão de abertura esteve a cargo de Daniel Luís, Presidente da JSD Sertã; Hugo Lopes e Tiago Carrão, Presidentes da JSD Distrital Castelo Branco e JSD Distrital Santarém; e de Cristóvão Simão Ribeiro, Presidente da JSD - Juventude Social Democrata. A moderação do evento coube a Luís Rebelo, 1.º Vogal da CPN, ex-Diretor do Gabinete de Estudos Nacional e ex-Presidente da Federação Académica do Porto.

O tema em debate centrou-se na reorganização da rede de Ensino Superior em Portugal e as intervenções iniciais dos dois oradores colocaram em evidência duas posições distintas. Nuno Mangas defendeu que o número de Instituições de Ensino Superior não deve ser um assunto em discussão. O número de instituições e a sua dispersão territorial são um dos grandes fatores de desenvolvimento das zonas territoriais em que estas instituições se encontram, refere o Presidente do CCISP. A repetição de oferta formativa entre instituições de Ensino Superior de proximidade geográfica (tal como é o caso da Universidade da Beira Interior, Instituto Politécnico de Castelo Branco e o Instituto Politécnico da Guarda) é também um tema que o atual Presidente do Instituto Politécnico de Leiria defende não merecer combate.

Na opinião de Nuno Mangas, a oferta formativa de cada instituição adapta-se às necessidades de cada região e dos seus habitantes. A grande proposta trazida ao debate por Nuno Mangas tratou-se da possibilidade das instituições Politécnicas passarem a conferir o grau de Doutor. Na opinião do orador, esta mudança não acarretaria custos adicionais para o país e para as instituições proponentes, conduzindo a uma mudança na designação dos Institutos Politécnicos para Universidades Politécnicas. A oferta de programas doutorais por parte dos Politécnicos seria, segundo Nuno Mangas, uma forma de combater a falta de contratação de doutorados por parte do tecido empresarial.

Daniel Freitas começou a sua intervenção enunciando alguns números que caracterizam a atualidade da rede de Ensino Superior no nosso país. Existem neste momento em Portugal 110 Instituições de Ensino Superior (IES), 34 das quais de carácter público. O dirigente associativo usou esta informação para fazer uma comparação com Espanha, referindo que o ratio de IES por habitante no nosso país é de facto muito superior ao do país vizinho. Daniel Freitas defendeu assim uma reorganização da rede de ES português com base em fusões de diferentes instituições. Para o ex-Presidente da FAP não há Ensino Superior a mais em Portugal, o que há sim são instituições de Ensino Superior a mais no nosso país. Como argumento a favor desta medida foram apontados os casos de sucesso das antigas escolas de enfermagem pelos institutos politécnicos geograficamente mais próximos, ou ainda o exemplo da fusão das Universidades Clássica e Técnica de Lisboa que originou a maior instituição de ES em Portugal com cerca de 47000 estudantes. Além das fusões interinstitucionais, Daniel Freitas defendeu ainda fusões intrainstitucionais, dando como exemplo o caso da Universidade do Porto, composta atualmente por 14 faculdades das quais 5 se debruçam sobre as Ciências da Saúde e, ainda mais preocupante, 2 são faculdades de Medicina. Daniel Freitas terminou a sua intervenção referindo que o ES português é uma das áreas da nossa sociedade que mais resistência à mudança tem demonstrado. O dirigente associativo apelidou mesmo o debate da reorganização do ES como “um problema de quintais”, já que todos os dirigentes das IES concordam que é necessário repensar a rede de ES mas nenhum aceita uma reorganização na sua instituição.

Após as intervenções iniciais de cada orador convidado, seguiu-se o debate com o público presente. Encontravam-se na sala perto de uma centena de pessoas, na sua maioria jovens e que conferiram ao debate um carácter mais irreverente e interventivo. Um das grandes conclusões deste debate foi a de que o problema da reorganização da rede de ES portuguesa só entrou na ordem do dia quando a crise económica colocou a nu a questão do excesso de IES no nosso país. Este facto veio confirmar uma atitude tão portuguesa de apenas se lembrar dos problemas quando estes realmente se manifestam.

O evento terminou cerca da meia-noite, tendo sido considerado pela organização como um verdadeiro sucesso, reforçando o sentimento empenhado que os jovens da beira-baixa demonstram em relação aos problemas sérios de Portugal. 

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!