Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) e o Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar de Castelo Branco (CATAA) lançaram um projeto no âmbito do empreendedorismo para criação de uma rede regional que envolve todos os concelhos do distrito.
A Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) e o Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar de Castelo Branco (CATAA) lançaram um projeto no âmbito do empreendedorismo para criação de uma rede regional que envolve todos os concelhos do distrito.
O projeto-piloto Ecossistema de Apoio ao Empreendedorismo na Beira Baixa (E.AEBB) é financiado pelo Programa Operacional Centro 2020 e assenta a sua atuação num modelo de intervenção baseado numa rede de parcerias, designadamente a AEBB e o CATAA.
"O objetivo é criar uma rede ao nível regional, neste momento, da Beira Baixa, com especial enfoque em Castelo Branco e Oleiros, porque foram os dois concelhos que apresentámos na candidatura. Mas ela é aberta a toda a região e a outras instituições", disse à agência Lusa o presidente da AEBB, José Gameiro.
O projeto está em curso até ao final de 2017, sendo que tem uma dotação financeira que ultrapassa os 301 mil euros e para já vão existir duas plataformas de desenvolvimento local (PDL) em Oleiros e em Castelo Branco.
A ideia é criar um ecossistema de apoio ao empreendedorismo na Beira Baixa através da integração e articulação das entidades, infraestruturas e competências existentes no território.
"O ecossistema visa também aproveitar os saberes que existiam e que podiam estar em risco de se perder e são identitários da região. A adesão das instituições é fundamental para dar visibilidade a este projeto", sustentou José Gameiro.
Apesar de se tratar de um projeto-piloto, a expectativa é que ele deixe de ser piloto e que passe a ser uma plataforma assumida para catapultar a economia local e regional.
"Temos que começar a olhar cada vez para todas as candidaturas como forma de continuidade. Penso que para além de 2017, tem que forçosamente continuar [projeto] porque às pessoas, às microempresas e instituições, não podemos dizer que no final do ano acaba. Temos que pegar no saber e juntar-lhe tudo o que é interessante para o poder colocar e tornar numa mais-valia ao serviço da economia", frisou.
Já o presidente da CATAA e da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, disse que o empreendedorismo é uma área onde tem feito grandes intervenções e adiantou que é fundamental para criar postos de trabalho na região.
O autarca sublinhou ainda que Castelo Branco tem criado as infraestruturas necessárias nas mais diversas áreas para desenvolver e apoiar os empreendedores e todos aqueles que já se encontram instalados no território.
O Centro de Empresas Inovadoras (CEI), o CATAA, a central meleira, o centro de criação de abelhas rainha, a central para o figo da índia foram algumas das estruturas já criadas em Castelo Branco e que estão ao serviço da comunidade.
"Hoje, não basta criar postos de trabalho para fixar pessoas na região. Isso é preocupante, mas temos que continuar a ser resilientes. É o que temos tratado de fazer em Castelo Branco", afirmou o autarca.
Luís Correia sublinhou ainda que o município de Castelo Branco e o CATAA estão disponíveis para reforçar esta rede com a AEBB: "A perspetiva de trabalhar em rede é crítica para o reforço da economia regional".
Já o presidente da Câmara de Oleiros, Fernando Marques Jorge, disse que se o interior do país se quer ter mais-valias tem que apostar nos produtos endógenos e naquilo que tem de diferente das outras regiões.
"Não conseguimos ganhar esta guerra se apostarmos no mesmo que os outros. Todo o interior tem pessoas criativas e coisas diferentes. O empreendedorismo é ter ideias novas para criar desenvolvimento económico. Um empreendedor tem que ser acima de tudo um criativo, um inovador", disse.
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