Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Novas descargas poluentes pintaram o Rio Tejo de castanho durante o fim de semana e mataram peixe e lagostim, denunciou hoje a associação ambientalista Quercus na sequência de queixas que estão sob investigação da GNR.
Novas descargas poluentes pintaram o Rio Tejo de castanho durante o fim de semana e mataram peixe e lagostim, denunciou hoje a associação ambientalista Quercus na sequência de queixas que estão sob investigação da GNR.
Segundo Samuel Infante, dirigente da Quercus em Castelo Branco, esta foi a quarta queixa apresentada pela associação desde 25 de agosto.
Segundo João Brito, do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, “foi identificado o tubo coletor de onde proveem as descargas”, mas ainda não se sabe quem é responsável pela poluição.
Os militares do SEPNA já fizerem duas recolhas de água poluída e aguardam pelos resultados das análises que estão a cargo do laboratório da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo, em Caldas da Rainha.
Fonte municipal confirmou à agência Lusa que o coletor já identificado pela GNR é usado apenas pelas duas fábricas papeleiras da vila, Celtejo e AMS, e que um técnico do município está também atento à situação.
José Miranda, diretor da fábrica de papel AMS em Vila Velha de Ródão, assegurou hoje à agência Lusa que a unidade não provocou qualquer descarga poluente no rio Tejo com as características descritas e que até já prestou esclarecimentos à equipa do SEPNA da GNR.
Segundo aquele responsável, a fábrica produz “um efluente contínuo, devidamente tratado e controlado diariamente”.
O diretor da unidade diz não encontrar explicação para as descargas poluentes no Tejo.
Soares Gonçalves, diretor ambiental da fábrica da Celtejo, garantiu também à Lusa que “não houve registo de mudanças de caudal” nem “alteração química” do efluente despejado pela fábrica no Rio Tejo desde que as queixas surgiram.
No caso da primeira descarga visível a 25 de agosto, aquele responsável destaca o facto de “ter sido relatado um cheiro a terebentina”, que até pode ser produzido quando a fábrica processa pinho, mas a unidade “só tem estado a trabalhar apenas com eucalipto”.
Entretanto, João Brito não descarta a possibilidade de se realizarem novas diligências no decurso da investigação em curso.
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