Por: Diario Digital Castelo Branco
Mais de cem empresas participaram na primeira edição do Fórum Empresarial do Concelho de Proença-a-Nova, realizado na sexta-feira passada onde foram apresentadas medidas de apoio concelhias, regionais e nacionais, disponíveis para o tecido empresarial.
Mais de cem empresas participaram na primeira edição do Fórum Empresarial do Concelho de Proença-a-Nova, realizado na sexta-feira passada onde foram apresentadas medidas de apoio concelhias, regionais e nacionais, disponíveis para o tecido empresarial.
Durante a iniciativa, que contou com a presença do Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, o presidente da Câmara Municipal revelou os principais resultados do inquérito que o Município realizou junto das empresas do concelho no mês de janeiro.
“A relação entre empresas e administração pública local é muito mais profícua se, de facto, conhecermos com objetividade aquilo que os nossos empresários necessitam e, desta forma, articularmos com maior assertividade os objetivos que são comuns”, afirma o autarca João Lobo em comunicado.
Da análise às respostas do inquérito sobressaem dados como o facto de mais de 50% das empresas auscultadas terem sido criadas nas últimas duas décadas e pertencerem, essencialmente, ao sector terciário (comércio de produtos, alojamento e restauração e/ou bebidas, entre outros). 21% das empresas que responderam ao inquérito exportam e em 2016, mais de metade recorreu a formação, com especial incidência na que diz respeito à área de negócio.
Foi ainda divulgado que as empresas pretendem essencialmente apoios da parte do Município para manutenção e melhorias das infraestruturas e espaços envolventes, consulta e aquisição de bens ou serviços ou promoção e divulgação da empresa. “Atendendo aos resultados do inquérito e àquilo que são as expetativas criadas, vamos propor também – e é isso que nos compete – apoios que visam a empregabilidade, a formação e a inovação, propostas estas que vão agora ser regulamentadas”, referiu João Lobo. Entre os incentivos destacam-se a reprogramação do Proença Finicia, criado para empresas já estabelecidas e que podem requerer um apoio até 35.000,00€, 20% do qual disponibilizado pela Câmara na forma de subsídio reembolsável sem juros. Se a empresa criar três postos de trabalho, pode ficar isenta do reembolso na totalidade (ou a percentagem de reembolso pode variar entre os 40% e os 70% se criar um ou dois postos de trabalho, respetivamente). Foram ainda apresentados incentivos à realização de estágios profissionais, à criação líquida de emprego e à criação do próprio emprego.
O Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, apresentou algumas boas notícias da economia portuguesa, nomeadamente a taxa de crescimento medido pelo PIB de 1,4%, acima das previsões, o crescimento das exportações e a descida da taxa de desemprego. “O mérito vai naturalmente para as empresas que todos os dias fazem progredir a economia do país” e também para as condições criadas pelo Governo. A 31 de janeiro de 2017, o Portugal 2020 pagou 539 milhões de euros às empresas, estando aprovadas candidaturas de Municípios no valor de 1,2 mil milhões. Na perspetiva de Nelson de Souza, o desenvolvimento do país tem de ser feito com “a totalidade das parcelas do território nacional”, para que seja “consistente e sustentável no tempo”.
Traduzindo essa aposta, na primeira quinzena de março será apresentada a nova versão do Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego “SI2E” que irá responder a novas necessidades e haverá majoração para regiões com as características de Proença-a-Nova. Serão as associações DLBC (abaixo dos cem mil euros) e as CIM (entre os cem e os 200 mil euros) a fazer a gestão. “Entendemos que que vai ser melhor gerido por quem está no território e o conhece melhor”, considerou Nelson de Souza.
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