Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, disse hoje que Portugal tem um grande potencial na produção de energia solar, sobretudo devido ao regime regulatório do setor, que tem sido estável e transversal a todos os governos.
O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, disse hoje que Portugal tem um grande potencial na produção de energia solar, sobretudo devido ao regime regulatório do setor, que tem sido estável e transversal a todos os governos.
"Somos um país que temos um sol extraordinário e Portugal tem uma grande vantagem: tem tido um quadro regulatório ao nível deste setor de uma grande estabilidade, que tem sido transversal a todos os governos, e os investidores gostam disso", afirmou Jorge Seguro Sanches.
O governante falava em Castelo Branco, onde se deslocou para presidir a uma sessão no âmbito do projeto LIFE Smart Water Supply Systems (SWSS), que visa a criação de uma plataforma tecnológica de apoio à otimização dos sistemas de abastecimento para diminuir os consumos de energia em 15% e respetivas emissões de dióxido de carbono, e as perdas médias de água até 2,6%.
Segundo Jorge Seguro Sanches, atualmente já existe uma manifestação de intenção em investir neste setor, sobretudo no sul do Alentejo e no norte do Algarve, que ronda os dois mil megawatts.
"Já estão licenciados 360 megawatts, com cauções pagas, ou seja, os investimentos são firmes. Há também interesse em outras zonas do país. O distrito de Castelo Branco tem um grande potencial ao nível do solar e o Governo vê isso com muita atenção", sustentou.
O secretário de Estado da Energia entende que a grande aposta será na energia solar: "Os consumidores não precisam de subsidiar".
Já em relação aos recursos geológicos do país, adiantou que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) está a fazer esse levantamento que espera estar pronto até ao final desta legislatura.
"Há um conjunto de levantamentos que já tinham sido feitos. O território não estava todo cartografado nesse ponto de vista. Do que estamos a falar é ao nível de fazer na escala de 1:50.000. Nunca foi feito. Portugal é um dos poucos países que não tem esse levantamento completo", sustentou.
O governante sublinha ainda que um país deve conhecer, da melhor forma possível, os seus recursos: "Aquilo que se está procurar fazer é que esse levantamento seja feito pelo próprio Estado e disponibilizado a todos (...), para que possam conhecer de uma forma melhor os recursos que o país tem".
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