Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os hospitais da Beira Interior têm de “cooperar mais”, para que as especialidades ganhem dimensão, abram “mais vagas para formação” e se fixem mais médicos formados na região, defende o presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI.
Os hospitais da Beira Interior têm de “cooperar mais”, para que as especialidades ganhem dimensão, abram “mais vagas para formação” e se fixem mais médicos formados na região, defende o presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da Covilhã.
Desde 2008, ano em que os primeiros médicos formados na Universidade da Beira Interior (UBI) iniciaram o internato de especialidade (formação de vários anos que fixa os médicos após o curso), houve 69 vagas abertas nos hospitais da Covilhã, Guarda e Castelo Branco para candidatos de todo o país.
No mesmo período foram formados 240 médicos na faculdade da Beira Interior e só 11 conseguiram ficar a aprender uma especialidade na região.
Miguel Castelo Branco, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI – instituição a comemorar o 10.º aniversário, com atividades agendadas para 15 de outubro - assegura que “há mais quem queira fixar-se, só não ficam porque não há mais vagas”.
As especialidades dispersas pela região têm funcionado “com base na organização de cada um dos hospitais”, mas o presidente da faculdade defende que seja feito “um esforço” para “trabalharem em conjunto”.
As vagas são aprovadas para cada especialidade pelo Ministério da Saúde e Ordem dos Médicos com base em vários pressupostos, entre os quais, o número de médicos disponíveis em cada hospital.
O tipo de dimensões atuais, “na generalidade das especialidades, são insuficientes para a região conseguir ter mais espaços formativos” que contribuam para fixar mais médicos, alerta.
O presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI considera que os desentendimentos entre os três hospitais, na última década, sobretudo quando se discutiu a fusão de maternidades, não devem levantar dúvidas sobre as possibilidades de cooperação.
Segundo refere, “o caso das maternidades foi provavelmente o mais complexo: noutras especialidades penso que é perfeitamente possível trabalhar no sentido de encontrar cooperação”.
Miguel Castelo Branco diz acreditar que os alunos formados na UBI podem distinguir-se por terem “um melhor conhecimento da área da medicina geral e familiar, uma vez que o curso tem uma ênfase muito precisa nessa área”.
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