Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Cerca de 77% das empresas da região de Castelo Branco nunca realizaram projetos com o Instituto Politécnico local e 90%, nunca tiveram acesso a resultados de investigação susceptíveis de exploração económica, segundo um estudo hoje divulgado.
Cerca de 77% das empresas da região de Castelo Branco nunca realizaram projetos com o Instituto Politécnico local e 90%, nunca tiveram acesso a resultados de investigação susceptíveis de exploração económica, segundo um estudo hoje divulgado.
O estudo "Dinâmicas de Cooperação para o Desenvolvimento Regional" foi desenvolvido em parceria entre o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e a Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) e foi apresentado esta quinta-feira na presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.
"O estudo teve como objetivo o reforço do IPCB ao meio empresarial e caracterizar as empresas e instituições e identificar as suas necessidades. Sem surpresas, há uma ampla margem de progressão entre o IPCB e as empresas", afirmou o presidente do politécnico local, Carlos Maia.
Este estudo teve como base num inquérito disponibilizado online, em junho de 2015, a 1.408 empresas e instituições com protocolo com o IPCB ou associadas da AEBB, houve um total de 458 respostas sendo que 267 foram consideradas válidas.
Um dos dados relevantes mostra que 76,6% dos inquiridos nunca realizaram projetos conjuntos com o IPCB e 89,7% nunca teve acesso a resultados de investigação suscetíveis de exploração económica.
Contudo, 80,1% das empresas que nunca realizaram projetos com a instituição mostraram interesse em colaboração futura e 69,1% em ter acesso a resultados de investigação.
"Somos uma instituição [IPCB] do interior e seremos sempre. Isso não é um estigma como não é um estigma o nosso tecido empresarial ser composto por micro e pequenas empresas. É com estas características que temos que trabalhar", sublinhou Carlos Maia.
Os dados mostram ainda que, em termos de área relevantes para as empresas, a comercialização surge em primeiro lugar e 63,3% das empresas disse ter realizado formação interna nos últimos dois anos em diversas áreas, sendo que em 58,8% existia um plano de formação atualizado e 52,2% dispunha de uma equipa para a sua elaboração e concretização.
Em relação à contratação de recém-diplomados, o curso de contabilidade e gestão financeira aparece em primeiro lugar.
Já o presidente da AEBB, José Gameiro, disse que este trabalho conjunto com o IPCB é um exemplo daquilo que se pode fazer entre os estabelecimentos de ensino superior e as empresas.
"Podemos ser nós [empresas] a dar o primeiro passo e chamar as escolas, sendo que estas têm também que se abrir", frisou.
Este responsável aproveitou ainda a presença do ministro da Ciência, Manuel Heitor, para lançar um repto à organização política, no sentido de esta incentivar e promover este tipo de cooperação.
"Se não houver incentivo, se calhar cada um segue o seu caminho. Só temos a ganhar em nos juntarmos", concluiu.
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