Por: Cristina Valente
A localidade da Lardosa associada ao feijão frade é sinónimo de qualidade do produto, em qualquer lugar do país o feijão “pequeno” da Lardosa tem fama de ser dos melhores “já vi no Porto, feijão da Lardosa a vender, para além de estar bem explicito Feijão da Lardosa, era o mais caro de todos” diz José António Dâmaso presidente da Junta de Freguesia.
A Feira do Feijão Frade, cuja 6ª edição decorre no próximo fim de semana, veio contribuir para que a produção do produto não desaparecesse na freguesia.
A localidade da Lardosa associada ao feijão frade é sinónimo de qualidade do produto, em qualquer lugar do país o feijão “pequeno” da Lardosa tem fama de ser dos melhores “já vi no Porto, feijão da Lardosa a vender, para além de estar bem explicito Feijão da Lardosa, era o mais caro de todos” diz José António Dâmaso presidente da Junta de Freguesia.
A Feira do Feijão Frade, cuja 6ª edição decorre no próximo fim de semana, veio contribuir para que a produção do produto não desaparecesse na freguesia.
Actualmente existem cerca de 8 produtores que dão trabalho a várias dezenas de mulheres, na altura da colheita.
Os responsáveis destacam mesmo a economia gerada com a produção do feijão, na freguesia e na região “os nossos produtores têm na feira uma montra para o seu produto, e para além do negócio que se faz nos 3 dias do certame, ficam os contactos e muitos negócios fechados”.
Existem mesmo histórias que comprovam a importância deste certame para os produtores do Feijão Frade da Lardosa “logo na 1º edição passou por aqui um turista que ficou encantado com a qualidade deste feijão, desde então que todos os anos lhe enviamos para os Estados Unidos 5 litros de Feijão Frade”.
Quando a feira começou o feijão frade estava em desuso “era cultivado praticamente só para alimentar o gado” explica Carlos Barata, da organização, “como chega ao nosso mercado, feijão de outros países muito mais barato, o nosso não tinha saída. A feira veio mostrar a qualidade deste feijão, e mostrar porque é que ele é vendido mais caro”. Para Carlos Barata uma das vantagens desta feira é colocar o produtor em contacto com o consumidor “evitam assim os intermediários, e podem vender o seu produto a melhores preços, o que traz mais dignidade aos produtores”.
Falta certificação
Dada a importância do produto para a economia local, os responsáveis pelo certame, e pela junta de Freguesia, dizem que só falta mesmo a certificação do Feijão “começamos a não ter capacidade para organizar este certame, com a dimensão que está a ter” diz Carlos Barata, que espera que os responsáveis nacionais possam no futuro apoiar o certame.
Para promover o certame além das fronteiras da freguesia e do concelho, a organização fez este ano uma parceria com a CP, que vai promover o evento nas suas linhas. Em contrapartida a organização preparou um passeio pedestre, que vai ter lugar dia 2, onde os participantes vão fazer parte do trajecto de Comboio e visitar as estações de Lardosa e Alcains.
O certame terá este ano mais de 40 expositores, um recorde, e são esperados visitantes de toda a região, que para além de comprar produtos típicos, com destaque naturalmente para o Feijão Frade, podem também adquirir artesanato, divertir-se com os espectáculos musicais e saborear uma bela refeição nos restaurantes presentes na feira com pratos confeccionados com feijão frade “vão poder degustar pratos mais típicos e mesmo algumas inovações onde o feijão frade é ingrediente obrigatório” diz José António Dâmaso.
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