Por: Diario Digital Castelo Branco
Visita ao espaço ainda em montagem, em Sobreira Formosa, integrou o programa local das Jornadas Europeias do Património. O espólio resulta do trabalho de recolha promovido pela directora técnica do Grupo de Danças e Cantares de Sobreira Formosa.
Um grupo de meia centena de participantes no 74º Passeio Pedestre foi o primeiro a visitar o espaço. Tendo em conta que o passeio, entre Sobreira e a aldeia do xisto da Figueira, esteve inserido nas Jornadas Europeias do Património, o vice-presidente do Município, João Lobo, destacou que “fazia todo o sentido” inserir no programa local uma passagem pelo núcleo museológico. “A etnografia faz parte do património material e imaterial”, destacou. O espólio resulta do trabalho de recolha promovido por Isilda Martins, directora técnica do Grupo de Danças e Cantares de Sobreira Formosa desde a sua fundação, em 1979.
“Olha aquele alguidar, temos um parecido ou mesmo igual.” Na primeira visita do público ao Museu Isilda Martins, que continua ainda em montagem, foram muitos os comentários de pessoas que identificaram peças ou recordaram usos e costumes da infância. Instalado no edifício Fortes e Baterias, em Sobreira Formosa, o espaço reúne alfaias agrícolas, vestuário e utensílios domésticos, destacando ainda os ciclos do linho e da resina, podendo ser vistos dois documentários sobre estas actividades que tiveram grande importância no concelho.
Ao documentário sobre a produção da resina, que contou com a participação do rancho “Os Resineiros de Corgas” e já tem vindo a ser exibido na exposição itinerante sobre o tema, junta-se agora um filme sobre o linho, cujas filmagens envolveram o Grupo de Danças e Cantares de Sobreira. Mostrado este domingo pela primeira vez, o filme ilustra todo o ciclo desde a sementeira até o linho estar pronto para o tear. Depois da passagem do grupo de pedestrianistas, várias dezenas de habitantes da Sobreira visitaram o núcleo museológico e mostraram particular curiosidade pelo filme.
A artista plástica Helena Fernandes dinamizou um atelier de Tapeçaria, ao mesmo tempo que decorreu uma actividade de escrita criativa em que foram recordados alguns regionalismos, com o apoio da professora de Português Olívia Cardoso. Presente esteve ainda o projecto BioAromas, que mostrou os chás e produtos confeccionados com plantas aromáticas e medicinais.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet