Por: Diario Digital Castelo Branco
Apesár das dúvidas do presidente da Câmara Municipal, Luís Oliveira, a empresa Cetroliva reiniciou a laboração, após a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) verificar que estão salvaguardadas as emissões poluentes para a atmosfera.
Apesár das dúvidas do presidente da Câmara Municipal, Luís Oliveira, a empresa Cetroliva reiniciou a laboração, após a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) verificar que estão salvaguardadas as emissões poluentes para a atmosfera.
"Na sequência do términos dos trabalhos da instalação dos filtros de manga nas duas caldeiras e, a requerimento do operador dado que estavam salvaguardas as medidas para a prevenção e controlo das emissões de poluentes para a atmosfera, foi determinado em 05 de maio de 2017, pela CCDRC, a cessação das medidas cautelares de encerramento parcial", refere em comunicado a Comissão de Coordenação.
A empresa de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, dedica-se à produção de energia elétrica a partir da combustão de biomassa e possui para o efeito duas caldeiras.
Na sequência da constatação de vários incumprimentos pela empresa, nomeadamente falta da monitorização das emissões e do respeito pelos valores limite de emissão, a CCDRC determinou em 10 de março deste ano, o encerramento parcial da laboração da instalação e procedeu à selagem das duas caldeiras, tendo em conta "o perigo grave" para o ambiente e para a saúde pública.
No documento enviado à agência Lusa, a CCDRC explica que "a unidade [fabril] não tinha instalados sistemas eficientes de tratamento das emissões para a atmosfera" e adianta que, desde então, a empresa procedeu à instalação de filtros de manga nas duas caldeiras e a um conjunto de melhorias que permitem o controlo e tratamento dos efluentes gasosos das duas chaminés.
Após a finalização dos trabalhos cuja fiscalização foi acompanhada pela CCDRC, o operador iniciou a laboração das caldeiras, que terá um período de uma a duas semanas de estabilização e afinação de todos os sistemas de operação e controlo de emissões atmosféricas.
"A situação está a ser monitorizada pela fiscalização da CCDRC de forma assídua, constatando-se desde já melhorias significativas por mera observação do penacho das chaminés. Igualmente não têm sido detetadas emissões de odores do funcionamento desta unidade, que aliás não são esperadas", lê-se no documento.
Assim que as caldeiras estejam com o seu funcionamento estabilizado, vai ser realizada uma caracterização das emissões atmosféricas das duas chaminés, para verificação do cumprimento dos valores limite de emissão.
A CCDRC adianta que, quando estiver na posse dos resultados dessa caracterização, "fará uma nova avaliação da situação e, se necessário, serão adotadas medidas com vista a evitar ou reduzir a níveis aceitáveis a poluição atmosférica originada nesta instalação".
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