Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 14 de outubro de 2011

Portagens: alterações aos contratos de concessão das SCUT são “uma operação de branqueamento de capitais” - empresários

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O movimento Empresários pela Subsistência do Interior classifica as alterações aos contratos de concessão das autoestradas SCUT, para cobrança de portagens, como "uma operação de branqueamento de capitais" que devia dar origem a "processos-crime" para os intervenientes.

O movimento Empresários pela Subsistência do Interior classifica as alterações aos contratos de concessão das autoestradas SCUT, para cobrança de portagens, como "uma operação de branqueamento de capitais" que devia dar origem a "processos-crime" para os intervenientes.

Em comunicado, o movimento acusa o ministro da Economia de beneficiar as concessionárias das SCUT, porque os aditamentos contratuais são "altamente penalizadores para o erário público".

Os empresários destacam que, para permitirem a cobrança de portagens, as concessionárias deixam de correr riscos: recebem "uma renda fixa (conceito de disponibilidade) que lhes permite pagar aos bancos e ainda obter uma rentabilidade de capitais próprios superior a 20 por cento".

Isto para além de terem menos custos com manutenção, devido à previsível redução de tráfego e de acidentes.

O movimento quer que o Governo explique os resultados da auditoria que o Tribunal de Contas fez à gestão e regulação de parcerias público-privadas "associada aos compromissos assumidos pelo Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (InIR), criado pelo ex-primeiro-ministro".

Os empresários pedem também ao Executivo "que diga se podem vir a ser abertos ou não processos-crime a quem esteve associado a estas decisões".

O porta-voz do movimento de empresários, Luís Veiga, considera que perante as intenções do Governo, se está perante "uma das maiores operações de branqueamento de capitais, só comparável com as dos gangues e dos cartéis da Colômbia ou do México".

O movimento Empresários pela Subsistência do Interior condena ainda a forma como o ministro da Economia tratou o assunto na Comissão de Transportes, considerando que foi "um autêntico insulto ao interior do país".

"Um Governo que ainda não tem um plano de incentivos ao investimento e ao emprego, nomeadamente para a Beira Interior, é um governo que só cede a lobbies", destaca, "sendo a intenção de portajar a machadada final no projeto de subsistência da maior parte das empresas".

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!