Por: Diario Digital Castelo Branco
O Município do Fundão irá assinalar o aniversário do poeta Eugénio de Andrade, nascido na Póvoa de Atalaia, no dia 19 de janeiro de 1923, com a realização de um conjunto de atividades direcionadas para as escolas do concelho do Fundão, entre os dias 15 e 19 de janeiro.
O Município do Fundão irá assinalar o aniversário do poeta Eugénio de Andrade, nascido na Póvoa de Atalaia, no dia 19 de janeiro de 1923, com a realização de um conjunto de atividades direcionadas para as escolas do concelho do Fundão, entre os dias 15 e 19 de janeiro.
Os alunos do concelho do Fundão irão ter a oportunidade de conhecer a vida e obra de Eugénio de Andrade, com um programa de atividades que irá dar a conhecer a localidade onde nasceu o poeta, a Póvoa de Atalaia, o jardim
Eugénio de Andrade e a Casa da Poesia. Os alunos irão fazer, ainda, uma visita à Biblioteca Municipal.
Filho e neto de camponeses, essas são as marcas predominantes em toda a obra de Eugénio de Andrade. A marca da “Materna Casa da Poesia”. O poeta referiu que “a minha relação com as terras baixas e interiores é materna,
quero eu dizer poética”. Estudou em Lisboa, onde viveu com a mãe e, em 1943, matriculou-se no curso de Filosofia, em Coimbra. Aí conheceu Miguel Torga, Eduardo Lourenço, entre outras personalidades da cultura portuguesa.
Mais tarde foi residir para o Porto, onde trabalhou como Inspetor Administrativo do Ministério da Saúde.
A mãe e as suas raízes à terra natal são uma figura dominante na sua poesia. O seu primeiro poema publicado foi Narciso, em 1939, e pouco tempo depois começou a assinar com outro nome, nasceu assim o poeta Eugénio de Andrade.
Em 1942, lançou o seu primeiro livro de poesia, “Adolescente”. Em 1944 fizeram-se as primeiras traduções de poemas seus para francês e, em 1945, a Livraria Francesa publicou o seu livro “Pureza".
Foi com o livro “As mãos e os frutos”, em 1948, que Eugénio de Andrade alcançou o sucesso. Com uma carreira rica em poesia, mas também em prosa, de tradução e antologia, Eugénio de Andrade tornou-se um dos nomes referência da poesia portuguesa.
No dia 14 de março de 1956 morreu a sua mãe e morreu uma parte do poeta, “a minha ligação à infância é, sobretudo, uma ligação à minha mãe e à minha terra, porque, no fundo, vivemos um para o outro”. O poeta faleceu em 2005.
A ligação do poeta ao Fundão foi sempre uma relação intensa e foi nesse âmbito que o Município do Fundão, numa lógica de valorização do património, sobretudo imaterial, decidiu dedicar um espaço ao poeta Eugénio de Andrade,
na sua terra natal, Póvoa de Atalaia, com a criação da Casa da Poesia, um espaço amplo inserido na antiga Escola Primária, constituído por vários espaços dedicados ao poeta, onde estão expostos objetos pessoais, alguns
poemas manuscritos e livros.
Dada a relevância do poeta foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal, criada uma carruagem Eugénio de Andrade, que viaja diariamente entre Lisboa e o Fundão, um chocolate, que tem por base o poema “Tangerina”, e um
roteiro, que leva os visitantes aos locais mais emblemáticos da freguesia
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