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Região 15 de fevereiro de 2018

Autarcas do Tejo não querem estações de esgotos como "bodes expiatórios" da poluição

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Autarcas de concelhos banhados pelo Tejo pediram, no parlamento, para que não se façam das estações de tratamento de esgotos "bodes expiatórios" e para que se encontrem as causas efetivas da poluição do rio.

Autarcas de concelhos banhados pelo Tejo pediram, no parlamento, para que não se façam das estações de tratamento de esgotos "bodes expiatórios" e para que se encontrem as causas efetivas da poluição do rio.

Presidentes das câmaras municipais de Abrantes, Mação e Vila Velha de Ródão foram hoje ouvidos na comissão parlamentar de Ambiente e Ordenamento do Território sobre a poluição no rio Tejo, a pedido do PSD e BE.

Um recente foco de poluição do rio, com a formação de espuma, foi detetado em 24 de janeiro, junto à queda de água do açude de Abrantes. A Agência Portuguesa do Ambiente atribuiu a poluição a descargas da indústria da pasta de papel.

Na audição, os presidentes das câmaras municipais de Abrantes, Mação e Vila Velha de Ródão pediram para que se identifiquem as causas efetivas da poluição do Tejo, lembrando que já vinham alertando para a situação desde 2015.

Além disso, enfatizaram que as estações de tratamento de esgotos municipais e de empresas do setor da celulose estão a funcionar dentro dos parâmetros.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, sustentou que o concelho está a ser "prejudicado pela poluição do Tejo e pela suspeita que recai sobre as empresas", "de grande dimensão" e sujeitas a um "acompanhamento muito rigoroso das entidades", nomeadamente do ambiente.

Luís Pereira enunciou que os resultados das monitorizações da água do Tejo feitas, em 2017, pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela Inspeção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território dissociam a poluição do rio da atividade da Celtejo, cujo investimento numa nova estação de tratamento de esgotos "está feito".

Também ouvido na comissão parlamentar, o porta-voz do movimento cívico ProTEJO - Movimento Pelo Tejo, Paulo Constantino, defendeu uma "fiscalização mais contínua" à Celtejo, realçando que a estação de tratamento de esgotos da empresa que produz pasta de papel "não permite o devido tratamento dos efluentes".

De acordo com Paulo Constantino, o foco de poluição detetado em janeiro "teve origem em Vila Velha de Ródão", uma vez que "a montante a água encontrava-se limpa".

Para o PSD, o foco de poluição de 24 de janeiro, em que houve "um manto de espuma de cerca de um metro de altura", é uma "situação inadmissível que ultrapassou todas as marcas".

A deputada do PEV Heloísa Apolónia lembrou que "os agentes poluidores" do Tejo já estão identificados, advogando que há estações de tratamento de esgotos "que não funcionam bem", e pediu fiscalizações às empresas sem pré-aviso.

Para o BE, a Celtejo "tem de rapidamente resolver a situação", dado que teve 52 milhões de euros de dividendos.

 

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