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Região 4 de novembro de 2011

Portagens: Empresários da Beira Interior pedem audiência ao Presidente da República

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O movimento Empresários pela Subsistência do Interior (ESI), que se opõe às portagens nas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT), anunciou hoje ter pedido uma audiência ao Presidente da República, com quem quer debater o assunto.

O movimento Empresários pela Subsistência do Interior (ESI), que se opõe às portagens nas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT), anunciou hoje ter pedido uma audiência ao Presidente da República, com quem quer debater o assunto.

O pedido de audiência surge depois de Cavaco Silva ter pedido esclarecimentos ao Governo sobre o diploma que recebeu no dia 20 de outubro para promulgação e que visa a introdução de portagens nas SCUT.

Em causa está a cobrança a quem passa nas autoestradas da Beira Interior (A23), do Interior Norte (A24) e da Beira Litoral/Beira Alta (A25) e do Algarve (A22), 

Nos termos constitucionais, o Presidente da República dispõe de 40 dias para decidir e o movimento pretende aproveitar a oportunidade para o sensibilizar, "como última reserva, para travar a implementação de portagens".

O pedido de esclarecimentos [de Cavaco Silva] ao Governo "é motivo mais que suficiente, para pedir uma audiência" ao Chefe de Estado, disse o porta-voz do ESI, Luís Veiga.

Os empresários pretendem demonstrar a Cavaco Silva que a criação de portagens é uma "operação de branqueamento de capitais que beneficia as concessionárias das SCUT, porque os aditamentos contratuais são altamente penalizadores para o erário público", sublinhou Luís Veiga.

Pretendem também reafirmar as conclusões de um questionário a empresas do interior, revelado em fevereiro, "que demonstra os impactos negativos para o tecido económico regional".

Segundo o estudo, pelo menos 50 empresas da Beira Interior previam despedir pessoal e cinco até podem fechar portas ou mudar-se para Espanha, caso sejam cobradas portagens nas A23 e A25.

De acordo com Luís Veiga, o núcleo duro do movimento engloba cerca de 50 empresários dos distritos de Castelo Branco e Guarda e respetivas associações de empresas, defendendo os interesses de cerca de 8.000 firmas.

O grupo foi criado no início do ano para lutar contra a introdução de portagens nas autoestradas A23 (Torres Novas - Guarda), A25 (Aveiro - Vilar Formoso) e A24 (Viseu - Chaves).

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