Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Um estudo da Universidade Nova de Lisboa (UNL) detetou níveis "extremamente elevados" de poluição do ar em Vila Velha de Ródão, anunciou hoje o coordenador da investigação, Francisco Ferreira.
Um estudo da Universidade Nova de Lisboa (UNL) detetou níveis "extremamente elevados" de poluição do ar em Vila Velha de Ródão, anunciou hoje o coordenador da investigação, Francisco Ferreira.
O levantamento encomendado pelo município foi realizado continuamente em três pontos do concelho durantes os meses de março, abril e setembro, com recurso a um laboratório móvel da instituição universitária.
O estudo detetou "níveis extremamente elevados de partículas inaláveis", resultantes da queima de combustíveis sólidos e líquidos, durante um conjunto de manhãs, disse o coordenador em conferência de imprensa.
As concentrações detetadas "representam um risco, sobretudo para as populações mais sensíveis", porque alcançaram "níveis que já levantam alguma preocupação".
No entanto, para já, não foram recomendadas quaisquer medidas especiais de proteção que tenham de ser tomadas por parte da população, acrescentou Francisco Ferreira, que coordena o Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL.
A poluição tem origem "predominantemente em duas indústrias, a Celtejo e a Cetroliva" e só não desrespeita a lei "porque os limites legais são baseados em médias diárias e os picos só se registaram durante a manhã".
Ou seja, na prática há poluição num determinado espaço de tempo, mas aos olhos da lei não se trata de uma infração porque a média diária não foi ultrapassada.
Para Francisco Ferreira, é necessário "trabalhar ao nível das próprias indústrias porque há soluções que podem e devem ser pensadas para evitar os picos de emissão de poluentes".
A resolução do problema em conjunto com as empresas faz parte de uma segunda fase do trabalho que a Universidade Nova de Lisboa deverá desenvolver em parceria com o município a partir de janeiro.
Essa fase prevê "uma avaliação detalhada das fontes", concluiu.
Para Maria do Carmo Sequeira, presidente do município, o estudo foi um "primeiro passo" para atacar a poluição, até por causa da "importante aposta no turismo", salientou.
A autarca prevê que no início do próximo ano o município possa "dar continuidade à proposta de trabalho da UNL, no sentido de falar com as empresas e dar uma resolução definitiva ao problema", concluiu.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet