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Região 20 de junho de 2018

Boom Festival apoia recuperação de animais selvagens após aumento de emergências

Por: Diario Digital Castelo Branco

O CERAS recebe cerca de 200 animais por ano – 370, em 2017 –, de mais de 70 espécies diferentes, na sua maioria aves como cegonhas, águias, abutres, corujas, mas também mamíferos como lontras, texugos, morcegos e, em menor número, répteis e anfíbios. A sua principal missão é recuperar animais selvagens debilitados e devolvê-los ao meio natural. É a segunda vez que é apoiado no âmbito do Boom Karuna Project.

Quando se perdem vidas, quando tantos tiveram de recomeçar as suas, é fácil esquecermo-nos das centenas de milhares de animais – números do Ministério da Agricultura – que se perderam nos incêndios que assolaram o país em 2017. No entanto, eles são essenciais para a biodiversidade e para, que no fundo, a vida possa renascer das cinzas. Num ano “normal” o CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens da Quercus – Núcleo de Castelo Branco recebe à volta de 200 animais. No ano passado, chegaram-lhe 370. Este foi o motivo pelo qual o Boom Karuna Project – projeto de responsabilidade social do Boom Festival, lançado no rescaldo da edição de 2014 – decidiu apoiar financeiramente o CERAS.  

Quando há dois anos foram divulgadas as instituições apoiadas com base no projeto, Artur Mendes, da organização do festival bienal realizado na margem direita da Albufeira de Idanha-a-Nova, afirmava que o Boom Karuna (“compaixão” em sânscrito) Project era “mais um passo em frente na construção de um mundo menos díspar socialmente e um projeto para manter [na edição de 2016 e] em edições futuras”. O objetivo é apoiar entidades ou projetos locais que, por estarem no interior do país, têm menos facilidade em se financiarem.

Para o CERAS, o hospital de fauna selvagem da Quercus, em Castelo Branco, a doação do Boom Festival, em conjunto com outras recebidas no final do verão do ano passado, permitiram a aquisição de equipamentos de terapêutica veterinária com vista a melhorar o desempenho da enfermaria e algumas obras de ampliação nas instalações exteriores, nomeadamente construção de mais túneis de voo e mudas. 

“Estas intervenções permitiram-nos aumentar e melhorar a capacidade de resposta do centro, o que era prioritário, tendo em conta o aumento do fluxo de animais feridos e debilitados, como consequência dos incêndios e da seca do verão passado. Apoios como este permitem que continuemos a melhorar o nosso trabalho e um dos indicadores disso mesmo é a taxa de recuperação que temos atualmente de cerca de 60% de animais recuperados e devolvidos à natureza”, explica Samuel Infante, da Quercus.

O CERAS recebe cerca de 200 animais por ano – 370, em 2017 –, de mais de 70 espécies diferentes, na sua maioria aves como cegonhas, águias, abutres, corujas, mas também mamíferos como lontras, texugos, morcegos e, em menor número, répteis e anfíbios. A sua principal missão é recuperar animais selvagens debilitados e devolvê-los ao meio natural. É a segunda vez que é apoiado no âmbito do Boom Karuna Project.

De volta aos 150 hectares da Boomland, em Idanha-a-Nova, entre 22 e 29 de julho, o Boom Festival é um evento bienal de cultura independente e sustentável que, desde 1997, se realiza durante lua cheia de julho ou agosto, sendo uma referência internacional. Multidisciplinar, Transgeracional e intercultural, o Boom recebeu já inúmeros prémios internacionais na área da sustentabilidade ambiental.

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