Por: Diario Digital Castelo Branco
O ministro Manuel Caldeira Cabral anunciou, durante a sua audição na Comissão Parlamentar de Economia, o lançamento de várias linhas de financiamento à economia portuguesa no valor de 3,5 mil milhões de euros, algumas das quais, geridas pelo IFD (Instituição Financeira de Desenvolvimento).
O ministro Manuel Caldeira Cabral anunciou, durante a sua audição na Comissão Parlamentar de Economia, o lançamento de várias linhas de financiamento à economia portuguesa no valor de 3,5 mil milhões de euros, algumas das quais, geridas pelo IFD (Instituição Financeira de Desenvolvimento). A socialista Hortense Martins notou a valorização do Parlamento por parte do governante ao escolhê-lo como o local do anúncio destas importantes medidas e antecipando assim o seu anúncio publico.
Entre as novidades, encontra-se uma linha destinada ao financiamento de longo prazo de empresas de média dimensão, no valor de 500 milhões de euros, a linha Capitalizar 2018, de 1,6 mil milhões de euros, e uma linha destinada a exportadoras, no valor de 600 milhões.
“3500 milhões para capitalizar as empresas é fundamental para que a nossa economia, que está já a crescer acima da média e acima da zona euro, continue os bons resultados de crescimento, porque não nos devemos acomodar”, alertou a deputada do PS eleita pelo círculo de Castelo Branco.
Hortense Martins mostrou-se satisfeita por o Governo estar a “aproveitar os bons ventos”, continuando “a trabalhar no sentido quer do financiamento, quer dos apoios aos vários setores”.
Para a parlamentar, este investimento “é muito bem-vindo”, revelando que no terreno conhecemos empresas que estão à espera desta medida, uma vez que havia limitações no seu acesso. A deputada referia-se a empresas que pela sua dimensão teriam alguns problemas de acesso a financiamento, mas importantes dado o número de empregos que detêm, tratando-se de empresas com cerca 400 trabalhadores e importantes quer em termos nacionais, quer locais.
Hortense Martins acusou ainda o PSD de, “numa veia humorística, desvalorizar os bons resultados da economia” durante a audição do ministro da tutela.
O PSD não quis reconhecer que o crescimento económico referente ao ano de 2017 “é o maior desde o início do século”, lamentou. “Tivemos um primeiro ano de convergência real com a União Europeia desde a adesão ao euro, mas este crescimento, que neste momento ainda atinge os 2%, é um dos maiores crescimentos desde o início do século”, sublinhou.
A deputada destacou que, para além do ano passado, um crescimento deste género só se deu em 2007, “anos de governação socialista, anos com uma estratégia para o país”.
Pelo contrário, “quando a direita chega ao poder, acha que não é necessária qualquer estratégia”, criticou.
Para o Partido Socialista, “é necessária uma estratégia que potencie a economia real. A aceleração do investimento – que se está a verificar – é absolutamente essencial”, afirmou Hortense Martins, frisando que o investimento do ano passado apresentou o maior crescimento dos últimos 19 anos.
“Quanto ao investimento público, acelerou fortemente e cresceu ao nível de 25%”, lembrou a deputada, recordando que o mesmo “caiu para menos de metade durante o Governo anterior [do PSD/CDS-PP] e o PS herdou o pacote dos fundos comunitários em paralisia absoluta”.
“Quando estamos a querer potenciar o crescimento da economia, estamos a querer que haja cada vez mais e melhor emprego, e isso está a acontecer. A criação de 300 mil postos de trabalho é absolutamente essencial para as famílias”, explicou.
Para Hortense Martins, o Governo tem de “continuar o caminho de diminuição da pobreza, do aumento do emprego e, sobretudo, de fazermos com que a competitividade da nossa economia seja cada vez mais uma realidade”.
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