Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Assembleia Municipal do Fundão aprovou ontem uma moção, por unanimidade, através da qual expressa a solidariedade e saúda o acolhimento de 19 migrantes resgatados no Mediterrâneo, que chegaram a este concelho na terça-feira.
A Assembleia Municipal do Fundão aprovou ontem uma moção, por unanimidade, através da qual expressa a solidariedade e saúda o acolhimento de 19 migrantes resgatados no Mediterrâneo, que chegaram a este concelho na terça-feira.
"Reunida a 28 de setembro, a Assembleia Municipal do Fundão delibera saudar o acolhimento de 19 refugiados resgatados no Mar do Mediterrâneo e que há vários meses aguardavam uma resposta da União Europeia condizente com os princípios e valores que nos caracterizam", lê-se na moção.
O documento, que foi apresentado em conjunto por todos os grupos municipais, indica "o drama vivido no Mediterrâneo por centenas de milhares de pessoas que fogem à pobreza, à guerra e à morte, arriscando as suas vidas em luta pela sobrevivência", e salienta que o direito à vida e à dignidade são "princípios inalienáveis e basilares de qualquer sociedade".
Lembrando que a União Europeia deve responder a "esta realidade e tragédia de acordo com os seus princípios fundacionais" e acrescentando que "essa resposta não tem sido eficaz nem concertada", a moção também refere que o "Estado Português assumiu um compromisso de solidariedade e cooperação europeia, manifestando disponibilidade para participar no processo de acolhimento".
Por outro lado, é apontado o papel do Fundão na mais recente ação de acolhimento, sendo que os eleitos também destacam que este concelho do distrito de Castelo Branco "é uma terra acolhedora e humanista, com tradição e casos recentes de integração de pessoas e outros países".
"O Fundão é a terra que viu nascer António Guterres, a quem o mundo deve um trabalho ímpar na luta pelos direitos humanos e pela dignidade daqueles que são forçados a abandonar as suas origens por uma questão de sobrevivência", recorda a moção.
Depois de referir que "esta também é uma terra de migrações, que sempre viu partir e chegar pessoas em procura de melhores condições de vida", o mesmo documento também "expressa a sua solidariedade perante a situação dramática e de emergência vivida pelos refugiados".
O Governo anunciou na terça-feira que os 19 migrantes que em julho foram resgatados pelo navio humanitário ‘Aquarius' tinham chegado nesse dia a Portugal e que seriam acolhidos no município do Fundão.
O comunicado conjunto dos gabinetes do ministro da Administração Interna e da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa referia que os migrantes foram recebidos numa ação humanitária concertada de Portugal, França e Espanha, estando em causa 17 homens e duas mulheres, provenientes de Eritreia (14), Nigéria (3), Iémen (1) e Sudão (1).
O presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, explicou posteriormente que este acolhimento será realizado com um grande "sentido de dever e responsabilidade" e procurando "promover a melhor integração socioprofissional possível" destas pessoas.
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