Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Partido Comunista Portugês (PCP) reage ao anunciado fecho dos balcões dos CTT em Vila Velha de Ródão e Belmonte, Castelo Branco, considerando "inaceitável" que, quando se fala tanto dos problemas do interior, continuem a encerrar serviços.
O Partido Comunista Portugês (PCP) reage ao anunciado fecho dos balcões dos CTT em Vila Velha de Ródão e Belmonte, Castelo Branco, considerando "inaceitável" que, quando se fala tanto dos problemas do interior, continuem a encerrar serviços.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a Direção da Organização Regional de Castelo Branco do PCP defende que "uma verdadeira política de descentralização tem que passar pela devolução de serviços de proximidade às populações".
Segundo o PCP, "depois da descaracterização e encerramento de estações e postos de correios por todo o distrito" de Castelo Branco, a administração dos CTT pretende encerrar as estações de Belmonte e Vila Velha de Ródão.
"É inaceitável que, num momento em que se fala tanto dos problemas do interior, continuam a encerrar serviços", lê-se no comunicado.
Os comunistas apontam o dedo aos sucessivos governos do PS, PSD e CDS-PP pela "degradação da prestação de serviços dos CTT".
"Os correios são um serviço público fundamental às populações, à economia nacional, ao desenvolvimento regional e à coesão territorial. O PCP sublinha que os correios são essenciais para as camadas mais idosas e para as pequenas e médias empresas. O Governo não pode continuar a assistir a esta degradação e depredação dos CTT sem nada fazer", concluem.
Também o Bloco de Esquerda (BE) já reagiu ao encerramento dos balcões dos CTT em Vila Velha de Ródão e Belmonte.
"Os valores a mais dos dividendos de 2017, que foram alarvemente distribuídos pelos acionistas, dariam para manter os balcões de Belmonte, Vila Velha de Ródão e tantos outros", sublinham.
Os presidentes das câmaras de Vila Velha de Ródão e de Belmonte, Luís Pereira e António Dias Rocha, respetivamente, também se insurgiram com a situação.
Luís Pereira exigiu que o discurso sobre os apoios ao interior "deve corresponder à realidade".
"Entendemos que o Governo deve ter aqui uma palavra e exigir que as empresas estejam no território. Não podemos ter aqui um discurso do interior que depois não corresponde à prática. O discurso que nós hoje mesmo apoiamos e com o qual nos identificamos tem que corresponder a uma prática também", afirmou.
Já Dias Rocha anunciou que irá dar conta da sua indignação à administração dos CTT e ao primeiro-ministro, António Costa, a quem exigirá "um empenhamento maior do Governo na defesa da manutenção das instituições de interesse público nas terras do interior".
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