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Região 17 de novembro de 2011

Água: Joaquim Morão considera “completamente inaceitável” dívida de concelhos aos sistemas multimunicipais

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Mourão, disse hoje que a situação financeira da Águas do Centro (AC) “não é preocupante”, considerando “completamente inaceitável” a dívida de alguns concelhos aos sistemas multimunicipais.

O presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Mourão, disse hoje que a situação financeira da Águas do Centro (AC) “não é preocupante”, considerando “completamente inaceitável” a dívida de alguns concelhos aos sistemas multimunicipais.

Em declarações à agência Lusa, Joaquim Mourão referiu que a situação da empresa “não é das piores”, embora a AC, com sede em Castelo Branco, tenha contraído algumas “dívidas ao sistema bancário” nos últimos anos.

“Há municípios que não pagam”, acrescentou o autarca socialista, ao defender que as câmaras “não deviam dever dinheiro aos sistemas multimunicipais”.

Na sua opinião, os 13 municípios acionistas da empresa deveriam liquidar as dívidas dentro dos prazos “como qualquer pessoa de bem”.

O relatório anual das águas e resíduos relativo a 2010, hoje divulgado, identificou vários destes sistemas em “situação financeira preocupante", um problema que a Entidade Reguladora do Sector de Águas e Resíduos admite ser parcialmente resolvido com a fusão de operadores.

“É evidente que estes sistemas são deficitários, mas nós cumprimos pontualmente”, frisou à Lusa Joaquim Mourão, para assegurar que a Câmara de Castelo Branco não tem quaisquer dívida à Águas do Centro, cujo capital é detido em 70% pela Águas de Portugal.

Os presidentes de Castanheira de Pera e Pedrógão Grande, Fernando Lopes e João Marques, respetivamente, alegaram que estas autarquias “só aceitaram integrar” o sistema após garantia de que ele abrangeria a “distribuição de água em baixa” e não apenas em alta.

João Marques defendeu que cabe à Águas de Portugal, nos sistemas regionais em que participa, assumir também a distribuição em baixa e não ficar apenas com o sistema em alta.

João Marques (PSD) e Fernando Lopes (PS) realçaram que, nos seus concelhos, um quilómetro de conduta em baixa pode beneficiar algumas centenas de pessoas, enquanto nas áreas urbanas são geralmente milhares os consumidores servidos. O abastecimento em baixa não tem sido, nas suas perspetivas, prioridade dos sistemas multimunicipais.

As câmaras de Castanheira e Pedrógão têm dívidas à Águas do Centro. No primeiro caso, o pagamento já foi negociado depois de a AC ter recorrido a vias judiciais. Fernando Lopes disse que a dívida da autarquia de Castanheira de Pera é superior a um milhão de euros.

João Marques, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte, frisou que no caso de Pedrógão também a AC “tem dívidas à câmara municipal”, o que está a ser globalmente objeto de negociação.

A Águas do Centro abrange os concelhos de Alvaiázere, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Ferreira do Zêzere, Figueiró dos Vinhos, Idanha-a-Nova, Oleiros, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Proença-a-Nova, Sertã, Tomar e Vila Velha de Ródão.

Através da sua diretora de comunicação e imagem, Elsa Luz, a Águas de Portugal, que detém 70% o capital da AC, remeteu para mais tarde uma posição sobre a “situação financeira preocupante” desta empresa e de outras do setor.

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