Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo quer, até ao próximo verão, articular com outras entidades uma solução que minimize os problemas de poluição da ribeira da Líria, que atravessa a vila de Alcains, Castelo Branco.
A Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo quer, até ao próximo verão, articular com outras entidades uma solução que minimize os problemas de poluição da ribeira da Líria, que atravessa a vila de Alcains, Castelo Branco.
O diretor do Departamento de Recursos Hídricos do Interior da ARH do Tejo, Carlos Cupeto, esteve na quinta-feira no local, com uma equipa de técnicos, tendo ouvido os protestos de moradores das imediações daquela linha de água que, numa grande parte da sua extensão, corre em subterrâneo.
Entupimentos no coletor de efluentes domésticos, eventuais descargas de um matadouro industrial e o alegado mau funcionamento de uma estação elevatória foram alguns dos fatores apontados como responsáveis pela situação pelos moradores na zona envolvente à ribeira da Líria, nomeadamente na zona de lazer, um investimento de 350 mil euros.
Segundo Carlos Cupeto, “o objetivo é estabelecer, no mais curto prazo, um plano de atuação que permita resolver a situação".
A vila de Alcains é atravessada pela Ribeira da Líria, mas nela entroncam vários outros ribeiros. "Isso é o natural de uma linha de água, de uma bacia hidrográfica. É assim que água se comporta no território e o que se passa na Líria em termos de poluição pode vir de outras linhas de água, mas tudo isso tem de ser analisado e ponderado", disse o responsável da ARH do Tejo.
"Vamos aplicar a lei e esperamos que no próximo verão haja já aqui algo de diferente, assumindo um compromisso entre todos os intervenientes para que cada um faça o que lhe compete", assegurou Carlos Cupeto.
Com o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR, que também acompanhou a ação no terreno, ficou articulado que, cada vez que houver um episódio “de cariz mais grave”, ser feita uma colheita da água para análise, “para depois se agir em conformidade".
António Carrega, presidente da Junta de Freguesia de Alcains, disse, por seu turno, que a autarquia está atenta, tanto que "realiza com frequência a limpeza que lhe compete, sendo uma mais a fundo anualmente”, admitindo que as descargas feitas na ribeira “estão dentro da legalidade”.
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