Por: Diário Digital Castelo Branco
Realizou-se no dia 28 de janeiro de 2019 a cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) para o quadriénio 2019 – 2022.
Realizou-se no dia 28 de janeiro de 2019 a cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) para o quadriénio 2019 – 2022.
A mesa da assembleia geral é agora dirigida pelo irmão Jorge Bonifácio, seguido de Luís Miguel Couto e Álvaro Roxo Vaz. No definitório, João Veiga Freira será presidente acompanhado dos irmãos António José Leitão, Vítor Lindeza, Francisco Lambelho, Francisco Amaro e Mário Martins Nascimento.
A mesa administrativa liderada por Jorge Gaspar tem como vice provedor Miguel Nascimento, Sónia Reis tomou posse como secretária e Luís Gavinhos como tesoureiro. Os irmãos Sandra Raposo, António Madalena, Carlos Homem e Eugénia Calvário são vogais da mesa administrativa, órgão de que também fazem parte os irmãos Luís Saraiva, Cecília Nobre, António Quelhas, Joaquim Guedes, Joaquim Raposo, António Amaral e Luís Mesquita.
A cerimónia contou com a presença do presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) Manuel Lemos e ficou marcada pelo apelo do provedor reeleito, Jorge Gaspar, à “participação e maior envolvimento da Irmandade” na vida da SCMF. O provedor anunciou ainda a criação de “um Conselho Consultivo, formado por irmãos e por fundanenses que se identifiquem com a missão e valores da Instituição” com vista à “construção do futuro desta Misericórdia”.
Na sua intervenção, Jorge Gaspar admitiu que “nos aguarda um mandato extremamente difícil, num contexto de grande adversidade para as entidades do setor social e solidário, que, na sua generalidade, se debatem com enormes dificuldades financeiras e com cada vez mais e maiores exigências por parte das entidades estatais que nos tutelam”. “Infelizmente, o Estado exige cada vez mais, mas retribui cada vez menos, esquecendo-se, conscientemente, das suas obrigações e dos compromissos assumidos com o setor social e solidário, que o mesmo é dizer, não cumprindo, como lhe é exigível, com as obrigações que a Constituição lhe impõe para com as pessoas”.
”Desde o início da cooperação do Estado com o setor social, as comparticipações nas diferentes respostas sociais tiveram uma perda efetiva de mais de 15%”, concluiu. Preocupações igualmente abordadas pelo presidente da UMP. Refletindo sobre a saúde das Misericórdias e vincando que “sustentabilidade não é só ter as contas certinhas”, Manuel Lemos elegeu o apoio domiciliário como o desafio de futuro para as novas gerações de seniores.
Nesse contexto, o dirigente da UMP lamentou que o Estado comparticipe com “um apoio de 175 euros” quando na Catalunha “o apoio do Estado é de 2,300 euros por mês por idoso”. E dado que “as misericórdias não são do estado nem da igreja”, mas sim “do povo”, o presidente da UMP considera que é “para esse legado que devemos continuar a trabalhar”.
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