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Região 22 de novembro de 2011

Covilhã: Sindicato aconselha trabalhadores a recusarem cortes propostos pela Misericórdia

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Sindicato da Função Pública vai recomendar aos trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia da Covilhã que não aceitem a proposta da administração de cortes nos salários e subsídios.

O Sindicato da Função Pública vai recomendar aos trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia da Covilhã que não aceitem a proposta da administração de cortes nos salários e subsídios.

A tomada de posição surge depois de uma reunião entre o sindicato e a administração, realizada na última noite.

Segundo o dirigente sindical Carlos Bicho, a proposta da administração passa por levar os trabalhadores a "subscreverem uma doação à instituição" dos subsídios de férias e Natal e de 10 por cento do salário à instituição durante 26 meses.

Carlos Bicho diz "compreender a situação económica da Misericórdia, mas o caminho tem que ser outro: não podem ser os trabalhadores a pagar quando não têm nada a ver com erros de gestão ao longo dos anos".

Durante a reunião, o sindicato defendeu que a administração "envolva a Câmara da Covilhã, a União das Misericórdias e o ministério da tutela na resolução do problema".

Por outro lado, o sindicato considera "fundamental perceber quais foram os atos de gestão que conduziram ao atual buraco financeiro", defendendo "uma auditoria externa às contas da instituição". O Sindicato da Função Pública vai encetar hoje contactos com os trabalhadores.

A Santa Casa da Misericórdia da Covilhã emprega 130 pessoas distribuídas por dois infantários, um lar de idosos e um centro de meios de diagnóstico de saúde.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia da Covilhã, Carlos Casteleiro, anunciou na sexta-feira que a suspensão dos subsídios de férias e Natal e o corte de 10 por cento nos salários são a única forma de evitar o despedimento de 30 a 40 pessoas ou a falência da instituição.

O provedor quer aplicar os cortes já este mês e durante 26 meses para reequilibrar as contas da instituição que têm um passivo de cinco milhões de euros, sublinhou.

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