Por: Cristina Valente
Castelo Branco é a única cidade Portuguesa a acolher, de 25 de Novembro a 5 de Fevereiro no antigo Edifício dos CTT, a exposição “Onde mora a diferença” uma colectiva alemã que pretende assinalar os 50 anos da construção do Muro de Berlim.
Castelo Branco é a única cidade Portuguesa a acolher, de 25 de Novembro a 5 de Fevereiro no antigo Edifício dos CTT, a exposição “Onde mora a diferença” uma colectiva alemã que pretende assinalar os 50 anos da construção do Muro de Berlim.
O Muro marcou profundamente as gerações que viveram todo o período que medeia a II Guerra Mundial e o seu desmantelamento em 1989. A exposição, que tem o patrocínio da Embaixada da Republica Federal Alemã em Lisboa, reflecte os traumas da realidade vivida por essas gerações.
Vanda Guerreira, Comissária da exposição diz que há um antes e depois do Muro de Berlim na arte “os 30 anos do muro de Berlim são caracterizados por uma pintura matérica, escura, pouco linear, onde pigmentos grosseiramente trabalhados transmitem sentimentos de desalento, pobreza, censura e contrariedade. O recurso à abstracção funcionou como esconderijo” uma fase que contrasta com o pós muro “depois da queda desenvolveu-se uma pintura figurativa, iconográfica, com uma paleta de cores alegres e o retrato de mundos idílicos, onde o homem e a natureza vivem em harmonia” explica Vanda Guerreira.
Joaquim Morão, mostrou a sua satisfação pelo facto de a cidade receber mais esta grande exposição “é uma honra poder organizar esta exposição plena de actualidade, contribuindo para uma reflexão importante, a qual nos ajuda a compreender os dias difíceis que vivemos”. Para o autarca esta exposição é também mais um passo na estratégia de valorização da oferta cultural do concelho.
A mostra é composta por 43 obras de pintura de grandes nomes da arte alemã, obras oriundas de colecções portuguesas.
Mauro Cerqueira apresenta China
Paralelamente estará também exposta, de 25 de Novembro a 26 de Fevereiro, a exposição China de Mauro Cerqueira “um jovem artista em internacionalização, que começou no Laboratório das Artes, em Guimarães, onde teve a sua passadeira vermelha, foi Prémio EDP Jovens Artistas em 2009, e neste momento está a desenvolver um projecto para o Vicent Todoli. É um nome que se irá firmar e tornar um grande artista português. A Castelo Branco traz um trabalho completamente novo e muito arrojado” afirmou Vanda Guerreiro.
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