GNR apreende roupa contrafeita em operação com 25 arguidos

Uma operação da GNR que durou 18 meses e que terminou na quarta-feira resultou na constituição de 25 arguidos e na apreensão de roupa contrafeita com valor superior a dois milhões de euros, foi hoje anunciado.

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  • Publicado: 2019-02-22
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Uma operação da GNR que durou 18 meses e que terminou na quarta-feira resultou na constituição de 25 arguidos e na apreensão de roupa contrafeita com valor superior a dois milhões de euros, foi hoje anunciado.

“O valor do vestuário contrafeito apreendido durante a operação ascende a mais de dois milhões de euros, estimando-se uma fraude ao Estado num montante na ordem dos 500 mil euros. No decurso da investigação, tinham sido já apreendidas 52.900 peças de vestuário contrafeito, no valor estimado de cerca de 1,4 milhões euros”, refere uma nota de imprensa da GNR.

A força de segurança esclarece que foram “constituídos 25 arguidos, com idades compreendidas entre os 18 anos e os 63 anos”, e indica que os principais suspeitos estão “indiciados na prática dos ilícitos criminais de associação criminosa, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, contrafação e fraude sobre mercadorias”.

“A Unidade de Ação Fiscal, através do Destacamento de Ação Fiscal de Coimbra, nos dia 19 e 20 de fevereiro, no âmbito de uma investigação que decorre há cerca de dezoito meses, dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra, desmantelou uma rede organizada que se dedicava ao fabrico e comercialização de artigos contrafeitos, em feiras e mercados ou através das redes sociais e ‘sites’ de venda eletrónica, com ocultação à administração tributária dos proveitos obtidos com a atividade criminosa desenvolvida”, explica ainda aquela organização militar de segurança.

A atividade criminosa desmantelada consistia, de acordo com a GNR, no “fabrico de vestuário e calçado em garagens, anexos de residências e zonas industriais, com utilização fraudulenta e não autorizada de marcas e patentes registadas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e sem o cumprimento de quaisquer obrigações declarativas em sede dos impostos sobre os rendimentos e do IVA”.

Na operação, estiveram envolvidos 115 militares da Unidade de Ação Fiscal, apoiados por efetivo dos Comandos Territoriais de Viseu, Aveiro e Setúbal e por forças da Polícia de Segurança Pública.

No âmbito da operação “Nó cego”, foram realizadas 114 buscas em localidades dos distritos de Castelo Branco, Setúbal, Lisboa, Aveiro, Braga, Viseu e Porto, das quais 41 a locais de fabrico, armazenagem, distribuição e de intermediação de venda de produtos contrafeitos, 38 a domicílios e 35 a veículos automóveis.

A GNR apreendeu 30 veículos automóveis de gama média-alta e de transporte de mercadorias, mais de um milhão de etiquetas, logótipos e outras matérias-primas utilizadas no fabrico de artigos contrafeitos, 48.900 peças de vestuário e calçado contrafeitos, 73.507 euros em numerário, 418 quadros de estampagem, 290 misonetes (peças de estampagem) , 20 máquinas de costura, 49 telemóveis, 10 peças em ouro (valor aproximado de 6.000 euros), quatro armas de fogo (uma pistola, um taser e duas caçadeiras), um colete balístico, um carregador e 99 munições.

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