Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Comunidade Intermunicipal Baixo Vouga, Ribau Esteves, defende que, a par do Documento Verde da Reforma da Administração Local, deveria estar a ser discutido um outro vermelho, dedicado à administração central.
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão, admite as dificuldades de o Governo levar adiante medidas como a extinção de freguesias, nomeadamente as rurais.
O presidente da Comunidade Intermunicipal Baixo Vouga, Ribau Esteves, defende que, a par do Documento Verde da Reforma da Administração Local, deveria estar a ser discutido um outro vermelho, dedicado à administração central.
“É a cor do sinal de trânsito ‘Stop’, porque, de facto, o que é preciso fazer em Portugal em primeira estância é mandar parar o desvario do desequilíbrio das contas públicas na administração central”, afirmou em Viseu, durante o seminário “Modernização Administrativa. Os novos desafios do poder local”.
O também presidente da Câmara de Ílhavo (PSD) lembrou que “96 por cento do desequilíbrio das contas tem sede e responsabilidade na administração central”, nas suas várias componentes.
“Mas, às vezes até parece que a problemática da nação no que respeita à ineficiência da estrutura do Estado e ao custo e ao desvario na gestão das contas públicas está na administração local, o que é objetivamente falso”, lamentou.
Neste âmbito, o antigo dirigente nacional do PSD considerou “muito importante que em Portugal se estivesse a fazer, em simultâneo, um debate sobre o livro vermelho”.
Na opinião de Ribau Esteves, isso daria “força ao Governo para mexer naquilo que é muito difícil”, mas “é mais rápido e mais fácil” optar pelo poder local.
“O nosso peso é mais reduzido, a força dos nossos sindicatos é mais curta, não fazemos greve ao desenvolvimento local e regional. Portanto, há aqui uma opção pelo mais fácil”, criticou.
O autarca reiterou que a proposta do Documento Verde “é muito pouco ambiciosa” e “não equaciona uma reforma profunda do poder local”.
No seu entender, a gestão intermunicipal e o financiamento deveria ser “a área central da reforma”, por considerar “absurdo discutir números de autarquias, de vereadores por município ou outras questões de natureza quantitativa” sem primeiro definir “qual é a competência que fica para cada patamar do poder local”.
Também o presidente da Câmara de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo, disse ter dúvidas se o debate tem sido conduzido na direção das “verdadeiras e importantes reformas”.
Defendeu que, ao invés da “obsessão pelo tamanho” das freguesias e a necessidade de as reduzir, o aspeto mais importante é perceber como será a nova Lei das Finanças Locais.
O autarca exemplificou com a necessidade de ser dada mais discricionariedade do ponto de vista fiscal aos municípios e de estes não serem obrigados “a investir ao mesmo ritmo dos últimos anos”.
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão, admitiu as dificuldades de o Governo levar adiante medidas como a extinção de freguesias, nomeadamente as rurais.
“Sou daqueles que entende que isto deve ser gradual para evitarmos problemas políticos e com as populações”, afirmou.
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