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Região 24 de novembro de 2011

Cultura: Corte nos apoios estatais ameaça festival e diminui atividades no distrito de Castelo Branco

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Um festival anual de música e outras atividades artísticas estão em risco no distrito de Castelo Branco, devido ao corte previsto de 38 por cento no apoio da Direção Geral das Artes (DGArtes) a entidades artísticas.

Um festival anual de música e outras atividades artísticas estão em risco no distrito de Castelo Branco, devido ao corte previsto de 38 por cento no apoio da Direção Geral das Artes (DGArtes) a entidades artísticas.

No distrito, houve quatro entidades apoiadas pela DGArtes em 2011 e todas se opõem à medida, vendo-se obrigadas a cortar atividades que já consideram escassas para uma região desfavorecida como o interior do país.

O Conservatório de Música de Castelo Branco recebeu 22 mil euros de apoio financeiro em 2011 para organizar o festival Primavera Musical, que incluiu seis concertos de música erudita entre abril e junho.

Agora, tal como todas as outras entidades apoiadas pela DGArtes, a instituição terá de apresentar até 15 de dezembro um plano de atividades reformulado, contando com um corte de 38 por cento.

Carlos Semedo, diz que é preciso "ponderar se é realmente possível continuar a fazer o festival", o responsavel espera que "ainda haja alterações" ao anunciado, porque "o corte previsto é chocante e recai sobre algo que já estava contratualizado”.

Por seu turno, Rui Sena, diretor da associação Quarta Parede, alerta: "Portugal não é todo igual e fazer cortes na Covilhã não é o mesmo que cortar em Lisboa ou no Porto".

A falta de empresas e de população são duas das fragilidades com que a associação se tem deparado ao realizar atividades de arte contemporânea há dez anos e que têm sido superadas com o apoio da DGArtes, de 80 mil euros em 2011.

O corte "vai obrigar a reduzir o número de ações" e eliminar a publicidade de eventos.

A entidade que mais recebe da DGArtes no distrito de Castelo Branco é o Teatro das Beiras, a única companhia profissional da região, sedeada na Covilhã, à qual foram atribuídos 224 mil euros em 2011.

Fernando Sena, diretor da companhia, pretende "ultrapassar a situação sem ter que despedir nenhum dos dez trabalhadores no quadro”.

O corte nas atividades "é lógico. Não há outra forma de fazer as coisas", reconheceu.

Para a companhia, "o que é emblemático é manter a capacidade de criação de espetáculos", sublinha.

Alxandre Barata, membro da Estação Teatral da Beira Interior (ESTE), também admite "cortes em várias atividades" e "elencos reformulados" nalguns espetáculos.

Os detalhes ainda estão por definir, mas aquele responsável considera o desinvestimento "brutal", sobretudo por se realizar "numa área que já tem tão pouco, um valor ínfimo no Orçamento de Estado”.

A ESTE recebeu cerca de 64 mil euros em 2011.

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