Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Um festival anual de música e outras atividades artísticas estão em risco no distrito de Castelo Branco, devido ao corte previsto de 38 por cento no apoio da Direção Geral das Artes (DGArtes) a entidades artísticas.
Um festival anual de música e outras atividades artísticas estão em risco no distrito de Castelo Branco, devido ao corte previsto de 38 por cento no apoio da Direção Geral das Artes (DGArtes) a entidades artísticas.
No distrito, houve quatro entidades apoiadas pela DGArtes em 2011 e todas se opõem à medida, vendo-se obrigadas a cortar atividades que já consideram escassas para uma região desfavorecida como o interior do país.
O Conservatório de Música de Castelo Branco recebeu 22 mil euros de apoio financeiro em 2011 para organizar o festival Primavera Musical, que incluiu seis concertos de música erudita entre abril e junho.
Agora, tal como todas as outras entidades apoiadas pela DGArtes, a instituição terá de apresentar até 15 de dezembro um plano de atividades reformulado, contando com um corte de 38 por cento.
Carlos Semedo, diz que é preciso "ponderar se é realmente possível continuar a fazer o festival", o responsavel espera que "ainda haja alterações" ao anunciado, porque "o corte previsto é chocante e recai sobre algo que já estava contratualizado”.
Por seu turno, Rui Sena, diretor da associação Quarta Parede, alerta: "Portugal não é todo igual e fazer cortes na Covilhã não é o mesmo que cortar em Lisboa ou no Porto".
A falta de empresas e de população são duas das fragilidades com que a associação se tem deparado ao realizar atividades de arte contemporânea há dez anos e que têm sido superadas com o apoio da DGArtes, de 80 mil euros em 2011.
O corte "vai obrigar a reduzir o número de ações" e eliminar a publicidade de eventos.
A entidade que mais recebe da DGArtes no distrito de Castelo Branco é o Teatro das Beiras, a única companhia profissional da região, sedeada na Covilhã, à qual foram atribuídos 224 mil euros em 2011.
Fernando Sena, diretor da companhia, pretende "ultrapassar a situação sem ter que despedir nenhum dos dez trabalhadores no quadro”.
O corte nas atividades "é lógico. Não há outra forma de fazer as coisas", reconheceu.
Para a companhia, "o que é emblemático é manter a capacidade de criação de espetáculos", sublinha.
Alxandre Barata, membro da Estação Teatral da Beira Interior (ESTE), também admite "cortes em várias atividades" e "elencos reformulados" nalguns espetáculos.
Os detalhes ainda estão por definir, mas aquele responsável considera o desinvestimento "brutal", sobretudo por se realizar "numa área que já tem tão pouco, um valor ínfimo no Orçamento de Estado”.
A ESTE recebeu cerca de 64 mil euros em 2011.
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