Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) advertiu hoje que a reorganização da rede de Ensino Superior deve ser fundamentada na qualidade científica, afirmando que já existem parcerias entre instituições para mestrados e doutoramentos.
No entanto, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), advertiu, por seu lado, para o perigo de fechar instituições no interior, onde são muitas vezes o motor da economia local.
O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) advertiu hoje que a reorganização da rede de Ensino Superior deve ser fundamentada na qualidade científica, afirmando que já existem parcerias entre instituições para mestrados e doutoramentos.
António Rendas falava durante um seminário sobre este tema que hoje se realiza no Conselho Nacional de Educação, em Lisboa.
O reitor da Universidade Nova de Lisboa afirmou que as parcerias tendem a aumentar à medida que aumenta a maturidade das instituições.
António Rendas exemplificou que as universidades de Aveiro e do Algarve se associaram para estudos sobre o mar e de Lisboa e Évora para a arte e recuperação de património.
Rendas considerou que os mestrados e doutoramentos podem ser um bom ponto de observação para associações entre instituições, rejeitando que se parta para um processo de reorganização da rede tendo como princípio a economia de recursos.
“Acho que há vários tipos de estratégia, a primeira tem a ver com a qualidade científica”, defendeu.
O responsável do CRUP manifestou receios de que deixar a regulação ao poder político possa levar o sistema a acabar como o sistema financeiro: “Ninguém quer acabar assim”.
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), advertiu, por seu lado, para o perigo de fechar instituições no interior, onde são muitas vezes o motor da economia local.
Sobrinho Teixeira exemplificou que em algumas cidades do interior só há cinema porque há um Instituto Politécnico, com uma população estudantil e docente que contribui para o funcionamento de muitas atividades.
O presidente do CCISP defendeu também que a reorganização deve ser feita pela qualidade e não pelo dinheiro.
De acordo com Sobrinho Teixeira, os institutos politécnicos de Bragança, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Tomar, Beja e Portalegre representam 9,1 por cento do financiamento do Ensino Superior e cerca de dez por cento dos estudantes.
“Não vai ser possível fazer aqui um acréscimo significativo de poupança”, sustentou.
Sobrinho Teixeira considerou que o futuro acabará por determinar o desaparecimento de instituições mais fracas.
“Um dos traumas da análise da rede é a ideia de que é preciso fechar, destruir algo”, indicou.
O responsável do CCISP alegou, por outro lado, que Portugal está “muito separado do resto da Europa” no que diz respeito à qualificação da população entre os 25 e os 64 anos.
“A população jovem está mais perto, mas ainda 10 por cento abaixo da média europeia e não conheço nenhum representante de nenhuma ordem que não diga que tem gente a mais. Portugal é um país estranho e acho que os responsáveis pela Educação deviam pensar nisto”, instou.
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