Câmara de Penamacor fechou 2018 com saldo de tesouraria superior à dívida

A Câmara de Penamacor, no distrito de Castelo Branco, aprovou o Relatório e Contas de 2018, que reflete uma execução de cerca de oito milhões de euros e que apresenta um saldo de tesouraria superior ao valor da dívida.

  • Economia
  • Publicado: 2019-04-24
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

A Câmara de Penamacor, no distrito de Castelo Branco, aprovou o Relatório e Contas de 2018, que reflete uma execução de cerca de oito milhões de euros e que apresenta um saldo de tesouraria superior ao valor da dívida.

Na sessão pública do executivo, o presidente do município, António Luís Beites (PS), explicou que a execução da despesa de capital foi de oito milhões de euros, o que representa 66% dos 12,1 milhões de euros inscritos, após revisão, no orçamento para 2018.

Destacando as taxas de concretização superiores a 95% ao nível da receita, o autarca socialista explicou que a execução da despesa ficou aquém do previsto devido a condicionamentos registados na concretização de três investimentos que acabaram por não avançar em 2018.

"Nas despesas de capital temos três rubricas que influenciaram claramente esta taxa de execução, [nomeadamente] a complexidade do processo referente à requalificação integral de toda a zona histórica de Penamacor, que não ocorreu em 2018", começou por referir.

A ampliação da zona industrial e a requalificação do Teatro Clube de Penamacor foram as outras duas obras que acabaram por não avançar dentro do tempo previsto, a primeira devido ao processo de revisão do Plano de Pormenor e a segunda porque o primeiro concurso ficou deserto.

Por outro lado, frisou o autarca, esta situação levou ao reforço do saldo de tesouraria, que já ultrapassa o valor da dívida global, que também tem vindo a ser reduzido.

De acordo com os dados apresentados, o município fechou o ano com cerca de três milhões de euros de saldo positivo de tesouraria, enquanto a dívida acumulada é de 2,8 milhões de euros.

António Luís Beites sublinhou ainda o facto de, em 2018, a câmara ter reduzido a dívida em 800 mil euros e de ter aumentado a margem de endividamento.

Pela oposição, o vereador do movimento "Penamacor, um Concelho no Coração", Domingos Torrão, absteve-se na votação, mas destacou a "diferença significativa" na parte das despesas de capital.

Assumindo que, do ponto de vista financeiro, a situação da autarquia é "desafogada", o vereador também alertou para a necessidade de o investimento ser feito ao nível da captação e fixação das pessoas.

"Está na altura de o executivo se começar a voltar para as questões fundamentais que têm que ver com o apoio a quem quer ficar e a quem queira investir no concelho porque podemos andar a requalificar tudo e a substituir as pedras da calçada, mas se não tivermos gente significa que o trabalho que tivemos ao longo dos anos não teve resultados", acrescentou.

No fim desta sessão, Domingos Torrão apresentou publicamente o pedido de renúncia ao mandato. Explicou que, após décadas dedicadas à vida ativa política, considera que é hora "dar lugar a gente mais nova" e também garantiu que continuará a dar o seu contributo como cidadão e nas associações em que está envolvido.

PUB

PUB

PUB

PUB