Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje, por maioria, o Relatório de Contas de 2018, com o presidente do município, o socialista Luís Correia, a realçar a sustentabilidade económica e financeira da autarquia.
A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje, por maioria, o Relatório de Contas de 2018, com o presidente do município, o socialista Luís Correia, a realçar a sustentabilidade económica e financeira da autarquia.
Os deputados municipais do PS foram os únicos a votar favoravelmente o relatório de gestão do exercício do ano passado, PSD e Bloco de Esquerda votaram contra, enquanto a CDU e o CDS-PP optaram pela abstenção.
"As presentes contas de 2018 relativas ao município, um ano que foi de acertos contabilísticos, representam um município sustentável económica e financeiramente. Foram transferidas receitas correntes para despesa de capital, cerca de 11 milhões de euros, o que demonstra o equilíbrio que a câmara tem e como é gerida", explicou o autarca do PS.
Luís Correia realçou que se vivem "tempos difíceis" para a concretização de obras e adiantou que este facto se deve, sobretudo, à falta de empresas de construção civil.
"Apesar de tudo, gostava de dizer que continuamos a ter contas equilibradas, a amortizar dívida e a apoiar fortemente as nossas associações como está demonstrado", disse.
João Pedro Delgado, da CDU, considerou a execução global como "positiva" e elogiou as despesas com o pessoal, que representam 21%, "um valor muito saudável" quando comparado com outros municípios.
Adiantou ainda que as receitas e as despesas de capital devem ser melhoradas e questionou os valores inscritos nas transferências de capital, um total de 4,5 milhões de euros, o que corresponde a cerca de 10% do orçamento autárquico.
"Trata-se de um valor significativo. Não estamos contra, mas um valor desta dimensão devia refletir-se em relatórios claros e em planos de atividade das associações [beneficiárias destas verbas]", sustentou.
O deputado municipal da CDU sublinhou que muitas das associações e coletividades beneficiárias destas verbas "nem plano de atividades têm" e defendeu, uma vez mais, a existência de um regulamento que enquadrasse a atribuição destas verbas.
As bancadas do BE e do CDS-PP não fizeram qualquer declaração sobre os documentos em causa e o PSD, através de José Alberto, limitou-se a adiantar o sentido de voto dos social-democratas, argumentando que este não é o relatório de contas do partido.
João Pereira, do PS, destacou "a boa saúde financeira" do município, "sempre com superavit orçamental".
O socialista sublinhou a importância deste equilíbrio, numa altura em que se caminha para um novo quadro comunitário de apoio.
As contas do exercício de 2018 foram aprovadas com 31 votos a favor do PS, seis votos contra do PSD e do BE e duas abstenções, do CDS-PP e da CDU.
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