Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Comissão de Utentes da Autoestrada da Beira Interior (A23) entregou ontem 20 mil assinaturas e 150 postais na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, contra a introdução de portagens no interior do país.“A nossa intenção foi a de fazer chegar ao primeiro-ministro, Pedro passos Coelho, o nosso descontentamento generalizado sobre esta medida gravosa para o interior do país”, disse à Lusa o porta-voz da Comissão, Marco Gabriel
A Comissão de Utentes da Autoestrada da Beira Interior (A23) entregou ontem 20 mil assinaturas e 150 postais na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, contra a introdução de portagens no interior do país.
“A nossa intenção foi a de fazer chegar ao primeiro-ministro, Pedro passos Coelho, o nosso descontentamento generalizado sobre esta medida gravosa para o interior do país”, disse à Lusa o porta-voz da Comissão, Marco Gabriel.
A poucos dias do início da cobrança eletrónica, marcada para as 00:00 de 08 de dezembro, Marco Gabriel recusa-se a aceitar a introdução desta medida e admitiu acreditar que possa haver um recuo do Governo.
“Trata-se de uma região com baixo poder de compra em relação à média nacional, com uma economia frágil, e a introdução de portagens vai aumentar o custo de transporte e penalizar as empresas locais, numa zona já desertificada”, disse o porta-voz.
As assinaturas e postais foram entregues a um segurança da residência oficial e referem-se, exclusivamente, às regiões da Guarda e da Covilhã.
Além da comissão de utentes, o processo de cobrança de portagens da A23 motivou no início do ano a criação do movimento de Empresários pela Subsistência do Interior (ESI).
De acordo com Luís Veiga, porta-voz do ESI, o núcleo duro do movimento engloba cerca de 50 empresários dos distritos de Castelo Branco e Guarda e respetivas associações de empresas, defendendo os interesses de cerca de 8.000 firmas.
Um levantamento preliminar do movimento indicou que 50 empresas da Beira Interior preveem despedir pessoal e cinco podem fechar portas ou mudar-se para Espanha.
Percorrer toda a autoestrada da Beira Interior (A23), da Guarda a Torres Novas (214,5 quilómetros), vai custar 19,30 euros em portagens para a classe 1 a partir de 08 de dezembro, disse à agência Lusa fonte ligada ao processo.
A viagem vai custar nove cêntimos por quilómetro, dois cêntimos a mais do que na autoestrada Lisboa - Porto (A1), onde os 271 quilómetros entre as portagens de Alverca e Grijó custam 19,95 euros.
Ainda de acordo com a mesma fonte, haverá isenção para as 10 primeiras viagens de cada mês para cidadãos e empresas locais.
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