Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
A Câmara de Penamacor está preocupada e vai tomar posição imediata relativamente aos pedidos de prospeção mineira que abrangem aquele concelho, anunciou esta sexta-feira o presidente daquela autarquia do distrito de Castelo Branco, António Luís Beites.
A Câmara de Penamacor está preocupada e vai tomar posição imediata relativamente aos pedidos de prospeção mineira que abrangem aquele concelho, anunciou estasexta-feira o presidente daquela autarquia do distrito de Castelo Branco, António Luís Beites.
"Vamos naturalmente manifestar, nesta fase do campeonato, a nossa preocupação sobre esta questão até porque o aviso da forma como foi feito, não está feito de uma forma que consigamos dizer que no concelho de Penamacor é a área A, B ou C ou os hectares A, X ou Y", afirmou.
António Luís Beites falava no final da sessão pública do executivo e durante a qual foi questionado sobre esta questão pelo vereador do movimento independente "Penamacor um Concelho no Coração".
Filipe Batista quis saber qual a posição do município e frisou que já há uma petição pública contra os pedidos de exploração mineira feitos, para várias zonas do país, pela empresa "Fortescue Metals Group Exploration Pty" e que visam a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de ouro, prata, chumbo, zinco, cobre, lítio, tungsténio, entre outros.
Na resposta, António Luís Beites anunciou que o município também está a acompanhar o processo e que vai enviar um ofício à Direção Geral de Energia e Geologia, no qual manifestará todas as razões de preocupação, nomeadamente o facto de nem se saber se estão incluídas áreas da Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM).
No final da sessão, o autarca criticou fortemente a falta de informação, sublinhando que a publicação do aviso foi feita não permite perceber dados fundamentais e que faz aumentar os receios do foro ambiental.
À questão da RNSM, juntou os receios de que o aviso abranja áreas do Regadio da Cova da Beira, reservas ecológicas ou zonas agrícolas.
Entre as razões de apreensão está também o facto de os pedidos feitos para o concelho serem "ultra-abrangentes" relativamente à tipologia dos minerais.
"Tudo isto deixa-nos claramente preocupados. Estamos desde a primeira hora a acompanhar o processo e iremos acompanhá-lo até ao fim, cientes de que a nossa obrigação é lutar pela defesa dos interesses ambientais do nosso concelho", disse.
Questionado sobre se a Câmara rejeita liminarmente uma exploração mineira naquele concelho, António Luís Beites explicou que neste momento é "impossível" definir uma posição porque não se sabe o que está em causa.
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