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Região 24 de maio de 2019

Clima: Jovens da Covilhã marcham em silêncio e vestidos de negro em sinal de luto

Por: Diário Digital Castelo Branco

Duas centenas de jovens da Universidade da Beira Interior (UBI) e das escolas secundárias da Covilhã vestiram-se hoje de negro em sinal de luto pelo planeta e marcharam em silêncio para exigir soluções para as questões climáticas.

Duas centenas de jovens da Universidade da Beira Interior (UBI) e das escolas secundárias da Covilhã vestiram-se hoje de negro em sinal de luto pelo planeta e marcharam em silêncio para exigir soluções para as questões climáticas.

"A gritar ninguém nos ouve. Vamos em silêncio para nos fazermos notar. Tem mais impacto o silêncio, se não ninguém nos ouve", explicou à agência Lusa, Daniel Pais, estudante da UBI e responsável pelo Movimento Académico de Proteção Ambiental da UBI (MAPA).

Os cerca de 200 estudantes partiram da porta principal da UBI e percorreram várias artérias da cidade da Covilhã, distrito de Castelo Branco, em silêncio, empunhando apenas cartazes onde se podia ler, "Ignorância Mata", "O tempo de agir é agora" ou "Desculpem estamos só a tentar salvar o planeta".

Pelo caminho, até à porta da Câmara da Covilhã, alguns jovens foram recolhendo lixo que encontraram espalhado pelo percurso que posteriormente depositaram em frente do município, para alertar para "alguma ineficiência" dos serviços camarários.

"Se levamos o lixo que recolhemos é porque não está a ser bem feito o trabalho que compete à câmara", afirmou.

Já concentrados em frente à sede do município, fizeram 12 minutos em total silêncio.

Daniel Pais explicou que os 12 minutos quiseram representar, simbolicamente, os 12 anos que a comunidade científica dá como o tempo ainda possível para reverter a situação que o planeta vive em termos climáticos.

"Mais uma vez queremos reivindicar a ação dos governantes perante as preocupações ambientais. A greve não é um fim em si mesma. É um meio, apenas uma das atividades que podemos fazer. Serve ainda como apelo à ação individual de cada um dos participantes. Queremos que levem esta consciência para dentro das suas casas", concluiu.

Os jovens lamentaram ainda que à porta de umas eleições europeias em que muitos deles vão votar pela primeira vez, as questões climáticas quase não tenham sido abordadas pelos diversos partidos políticos.

Estão previstas ações dos jovens em mais de 1.600 cidades de 119 países e em Portugal devem realizar-se manifestações em pelo menos 48 locais, por todo o país.

A greve climática estudantil é inspirada na sueca Greta Thunberg, 16 anos, que no ano passado iniciou um boicote às aulas para exigir do parlamento da Suécia ações urgentes para travar as alterações climáticos, um protesto que rapidamente se replicou por todo o mundo.

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