Sindicato da Beira Baixa exige mínimo de 650 euros para os lanifícios e vestuário

O Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB) exige um salário mínimo de 650 euros para os trabalhadores dos setores do vestuário, lanifícios e calçado, além de quatro euros para o subsídio de alimentação.

  • Economia
  • Publicado: 2019-06-04
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

O Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB) exige um salário mínimo de 650 euros para os trabalhadores dos setores do vestuário, lanifícios e calçado, além de quatro euros para o subsídio de alimentação.

"A direção do sindicato vai lançar nas empresas uma campanha a reivindicar um salário mínimo para os setores do lanifício, vestuário e do calçado, cujo valor é de 650 euros ou um aumento de 50 euros para todos os trabalhadores", afirmou à agência Lusa a presidente da direção do STBB, Marisa Tavares.

Adiantou que vão também exigir um aumento do subsídio de refeição para os quatro euros, sendo que, neste momento, esse valor é de 2,40 euros no setor do vestuário e 2,35 euros nos lanifícios.

"Há anos que esta situação não é alterada. De uma vez por todas, têm de perceber que não é com isto que os trabalhadores se podem alimentar", frisou.

Marisa Tavares explicou que vão tentar que as empresas se reúnam e se sentem à mesa com o sindicato para perceberem as exigências que estão a ser feitas.

"Exigem [patrões] trabalho máximo, com qualidade, mas o pagamento é mínimo. Isto tem que ser alterado", sublinhou.

Disse ainda que, conjuntamente com os trabalhadores, delegados e dirigentes sindicais, está a ser criado um caderno reivindicativo para cada empresa, bem como um abaixo assinado que será posteriormente entregue pelo sindicato. E exigem que haja uma resposta por parte dos patrões:"Se não houver uma resposta, então terão que ser tomadas outras medidas".

A sindicalista sublinha que as entidades patronais têm que perceber que para angariar trabalhadores jovens para estes setores têm que alterar as políticas salariais e têm que valorizar as categorias profissionais.

Marisa Tavares explicou que, desde que as negociações do contrato coletivo de trabalho para o setor dos lanifícios e do vestuário foram suspensas, foi apresentada uma tabela recomendada pela associação patronal às empresas.

"Essa tabela é inferior àquela que estava a ser negociada. Esta tabela fica aquém das necessidades dos trabalhadores", concluiu.

O STBB abrange um universo de duas dezenas de empresas dos setores dos lanifícios e do vestuário.

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