I Congresso Empresarial da Beira Baixa debateu Internacionalização e Competitividade

Portugal tem apenas 25 mil empresas que exportam de forma regular e 10 mil estão concentradas num só mercado, disse o presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Eduardo Carvalho.

"O comportamento da componente externa da nossa economia tem sido brilhante, atingindo 44% do Produto Interno Bruto (PIB). Há muito trabalho das empresas e do Governo. A política pública aqui tem funcionado muito bem", afirmou o presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, na sessão de abertura do 1.º Fórum Empresarial da Beira Baixa, que decorreu ontem em Castelo Branco.

  • Economia
  • Publicado: 2019-06-15
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco com Lusa

Portugal tem apenas 25 mil empresas que exportam de forma regular e 10 mil estão concentradas num só mercado, disse o presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Eduardo Carvalho.

"O comportamento da componente externa da nossa economia tem sido brilhante, atingindo 44% do Produto Interno Bruto (PIB). Há muito trabalho das empresas e do Governo. A política pública aqui tem funcionado muito bem", afirmou o presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, na sessão de abertura do 1.º Fórum Empresarial da Beira Baixa, que decorreu ontem em Castelo Branco.

Este responsável realçou, por isso, ser necessário alavancar a base exportadora do país.

"Só temos 25 mil empresas que exportam de forma regular e 10 mil estão concentradas num só mercado. Em termos de renovação, anualmente entram [mercado exportador] cinco mil empresas e saem quatro mil", sustentou.

Adiantou ainda que 74% das empresas estão concentradas no mercado europeu e sublinhou a necessidade de diversificação dos mercados.

O presidente da AIP abordou ainda o "papel incontornável" que as associações empresariais regionais podem ter ao nível do desenvolvimento económico de uma região, mas disse que atualmente há uma "conjuntura adversa para o associativismo empresarial.

"Há uma crise de representatividade orgânica dos interesses económicos. Estamos a passar por isso. Anda-se a fragmentar o movimento associativo. Há também uma grande sobreposição, com o espaço a ser ocupado pelas Comunidades Intermunicipais (CIM), pelos Grupos de Ação Local (GAL) e até por algumas entidades públicas", afirmou.

Já o presidente da Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB), José Gameiro, recordou que a associação tem assumido um papel ativo na região.

"Temos orgulho no que fazemos, com o objetivo da valorização e do posicionamento do território e com a promoção de redes de partilha", disse.

José Gameiro explicou ainda que a AEBB nunca se recusou a participar em ações promovidas por outras entidades e adiantou que a captação de investimento está a ser feita de forma não organizada.

"Os desafios dizem-nos que temos que fazer estas ações de forma concertada e queremos dar um sinal de que vale a pena concertar esforços nesse sentido. Todos nós temos a felicidade de poder contribuir para uma boa parte do futuro se assim o quisermos", concluiu.

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