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Região 7 de dezembro de 2011

Castelo Branco: Crianças não foram às aulas devido a protesto contra caso de violência

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

As 12 crianças da escola do 1.º Ciclo de Escalos de Baixo, Castelo Branco, não foram hoje às aulas devido a um protesto dos pais contra a demora das autoridades em resolver a situação de um aluno violento.

As 12 crianças da escola do 1.º Ciclo de Escalos de Baixo, Castelo Branco, não foram hoje às aulas devido a um protesto dos pais contra a demora das autoridades em resolver a situação de um aluno violento.

Pela manhã, fecharam a entrada do estabelecimento de ensino com um cadeado, que viria a ser cortado pela GNR.

Ainda assim nenhuma criança foi à escola e os pais permaneceram à porta entre as 07:00 e as 10:00.

Desde setembro que uma criança de 10 anos do quarto ano de escolaridade agride colegas, funcionários e a professora, em casos relatados pela GNR ao Ministério Público, a quem cabe pronunciar-se sobre a tutela da criança.

No entanto, os pais receiam que novos incidentes possam ocorrer porque a criança continua na escola e não há decisões.

"Pedimos ajuda para aquele menino e para os nossos filhos, que não têm um ambiente saudável na escola e não conseguem aprender", dizia esta manhã Alcina Gonçalves, mãe de uma das crianças, à porta da escola.

Outra mãe, Anabela Quelhas, já viu o filho chegar a casa "com o braço mordido" e queixa-se de continuar a sofrer agressões, ao ponto de "nunca querer ir para a escola".

Maria da Conceição receia pela neta, que já sofreu com cabelos arrancados e o braço arranhado.

Além disso, "a criança amedronta toda a gente", sublinha, relatando os episódios de ameaças com facas no refeitório da escola.

De acordo com o comandante do Destacamento da GNR de Castelo Branco, José Luís Alves, o rapaz sofre de problemas de saúde e a mãe já aceitou que as instituições competentes intervenham, em acordo com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).

Segundo aquele responsável, "todas as instituições envolvidas desempenharam o seu papel e neste momento o Ministério Público tem que decidir".

Contactado pela Lusa, o presidente do Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco remeteu quaisquer esclarecimentos para a Direção Regional de Educação do Centro.

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