Por: José António Baleiras
O arquiteto Álvaro Siza Vieira é o autor da plataforma que vai ser construída no miradouro do Zebro da Serra do Moradal, freguesia do Estreito, concelho de Oleiros. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal, Fernando Marques Jorge, à margem da apresentação da 19ª Feira do Pinhal esta sexta-feira, dia 28.
O arquiteto Álvaro Siza Vieira é o autor da plataforma que vai ser construída no miradouro do Zebro da Serra do Moradal, freguesia do Estreito, concelho de Oleiros. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal, Fernando Marques Jorge, à margem da apresentação da 19ª Feira do Pinhal esta sexta-feira, dia 28.
O presidente declarou que foi, esta semana com seu executivo, buscar ao atelier de Siza Vieira o anteprojeto da plataforma que, começou a ser pensada numa área suspensa de cem metros quadrados, acabando por se optar pelos oitenta metros porque se achar que cem era uma área demasiado grande.
“Qual o meu espanto quando o senhor arquiteto apresentou esta maquete com duzentos e vinte cinco metros quadrados.” Afirmou o autarca.
A engenharia da obra requer cálculos e estudos muito rigorosos para se verificar como é que o betão vai chegar à área do rochedo, apesar do chefe da equipa de engenheiros se deslocar a próxima semana ao local para terminar o trabalho que já desenvolveram e se iniciar a primeira obra de arquitetura de Siza Vieira na região.
Sem querer falar em valores devido à atenção que o arquiteto teve com pessoas amigas e que serão anunciada brevemente, Fernando Marques Jorge, assegura que a Câmara está em condições de lançar a obra e que o custo da especialidade, da engenheria, de cálculos e fiscalização é inferior a vinte mil euros.
Fortemente marcado pelas obras dos arquitetos Adolf Loos e Alvar Aalto, Álvaro Siza Vieira cedo ele conseguiu desenvolver a sua própria linguagem, embebida não só nas referências modernistas internacionais como também na forte tradição construtiva portuguesa, dos quais resultaram obras de grande requinte e detalhe no modernismo português dos quais se destaca a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira. A isto, não é alheio, o relacionamento muito próximo com o arquiteto Fernando Tàvora, seu professor, e uma das principais referências da Escola do Porto, com quem colaborou de 1955 a 1958, desenvolvendo posteriormente forte amizade e cumplicidade criativa.
Já criou verdadeiros marcos na história da arquitetura portuguesa e internacional, influenciando várias gerações de arquitetos.
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