Trabalhadoras de empresa de Belmonte com ordenados em atraso suspendem contratos

Trabalhadoras de uma empresa de calçado em Belmonte vão suspender os contratos de trabalho por estarem “a caminhar para o terceiro mês” sem receber salários, informou hoje o Sindicato dos Trabalhadores do Setor Têxtil da Beira Baixa.

  • Economia
  • Publicado: 2019-07-09
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Trabalhadoras de uma empresa de calçado em Belmonte vão suspender os contratos de trabalho por estarem “a caminhar para o terceiro mês” sem receber salários, informou hoje o Sindicato dos Trabalhadores do Setor Têxtil da Beira Baixa.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, o sindicato especifica que está em causa a empresa "Classic Belmonte Shoes", que está sediada no Parque Industrial daquela vila do distrito de Castelo Branco e que emprega cerca de 20 pessoas, a maioria das quais mulheres.

Lembrando que a empresa foi apoiada por fundos comunitários do Portugal 2020 e pela autarquia local, o sindicato também refere que a empresa está a pagar os ordenados com atraso desde outubro de 2018 e garante que a situação se tem agravado nos últimos meses.

"As trabalhadoras têm feito todos os esforços para que a empresa ultrapasse as dificuldades, nomeadamente horas extraordinárias para que se terminem as encomendas atempadamente. Ainda assim, chegaram ao final do mês de junho sem terem recebido o vencimento de maio", aponta a informação subscrita pela presidente da direção do sindicato têxtil, Marisa Tavares.

Segundo o referido, a empresa não cumpriu o compromisso de efetuar o pagamento de maio até ao dia 05 de junho e também não deu qualquer justificação para o sucedido, pelo que as trabalhadoras apresentaram um pré-aviso de greve que dava à empresa a possibilidade de efetuar o pagamento até dia 08.

Sem que o pagamento fosse feito, a maioria das trabalhadoras decidiu efetivar a greve no dia de hoje e também já solicitou apoio à Câmara de Belmonte, que é presidida pelo socialista António Dias Rocha, que se comprometeu a "tentar efetuar contactos junto da empresa e a promover uma reunião entre a empresa, o sindicato têxtil e a autarquia”.

Na nota, o sindicato também reitera que mesmo com a suspensão dos contratos, os trabalhadores se mantêm vinculados à empresa e que basta que os pagamentos em atraso sejam realizados para que estes voltem ao trabalho.

Contactado pela agência Lusa, o proprietário da empresa, António Ferreira, recusou prestar declarações, tendo apenas esclarecido que não se está a caminho de três meses sem salários porque o atraso é de dois meses.

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