Por: José António Baleiras
A Central Meleira, estrutura instalada num edifício da Câmara de Castelo Branco na Zona Industrial, gerido em parceria com a Meltagus, encerrou a Campanha 2019 na passada 5ª-feria, dia 19 de Setembro, e o principal dado a reter é que o aumento de produção continua a crescer de ano para ano.
O encerramento teve a incumbência do Presidente da Câmara, Luís Correia, da Presidente da Meltagus, Odete Gonçalves e por Sérgio Morgado em representação dos apicultores que colocam o produto para ser extraído nesta infraestrutura municipal.
A Central Meleira, estrutura instalada num edifício da Câmara de Castelo Branco na Zona Industrial, gerido em parceria com a Meltagus, encerrou a Campanha 2019 na passada 5ª-feria, dia 19 de Setembro, e o principal dado a reter é que o aumento de produção continua a crescer de ano para ano.
O encerramento teve a incumbência do Presidente da Câmara, Luís Correia, da Presidente Meltagus – Associação de Apicultores do Parque Natural do Tejo Internacional, Odete Gonçalves e por Sérgio Morgado em representação dos apicultores que colocam o produto para ser extraído nesta infraestrutura municipal.
No balanço da campanha, o presidente da Câmara Municipal, Luís Correia recordou a extração dos últimos 3 anos e anunciou que na campanha de 2017 foram extraídos 55 lotes de mel, o que representa 30 toneladas, ao que se juntou 182 quilogramas de pólen e duas toneladas de cera, abrangendo 42 apicultores. Na campanha de 2018 foram extraídos 68 lotes de mel, o que representa 36 toneladas, ao que houve a juntar 100 quilogramas de pólen e 4 toneladas de cera, abrangendo 40 apicultores da região. Valores que na campanha deste ano registaram, todos eles, um crescimento, pois foram extraídos 75 lotes de mel, o que representa 46 toneladas, juntando-se-lhe 1.900kgs de pólen e uma previsão de 6 toneladas de cera, abrangendo 55 apicultores, dos quais 35 do Concelho e 20 da Região.
Perante estes números Luís Correia manifestou satisfação “a maior adesão dos apicultores à Central Meleira, que tem motivado e incrementado este setor na nossa região, o que é um facto importante para a nossa economia”.
O autarca recordou, por outro lado, que a Central Meleira “continua a funcionar sem custos para os apicultores, que não pagam a extração do mel, nem as análises que todas extrações têm que ter, pois são realizadas no Centro de apoio Tecnológico Agroalimentar (CATAA)”.
O autarca ainda garantiu a continuação do apoio ao combate à vespa asiática que se tem registado na Região e que podem afetar a produção de mel. A Câmara financiou iscos que se colocam junto das colmeias, os quais entregues à Meltagus para os distribuir pelos Apicultores colaboradores habituais da Central Meleira.
Luís Correia fez também questão de deixar claro que “a Câmara não se substitui à atividade privada, pois, aqui, desenvolvemos a atividade em parceria com a Meltagus” e avançou que “estamos ao serviço de todos os apicultores. O autarca referiu ainda que “este é um trabalho que nos deixa satisfeitos” e assegura que, “hoje, o setor apícola continua forte e a crescer em Castelo Branco”.
Pelo lado da Meltagus, Odete Gonçalves, destacou todo o apoio disponibilizado pela Câmara, para mais à frente se referir à importância das obras que o Município suportou no percurso do mel extraído até à embalagem na línea de produção. “Os apicultores que nos procuram no ano passado alertaram-nos para a alteração do aroma do mel por este ter que ser bombeado”. Afirmou, Olga Gonçalves, para de seguida se referir às regras de segurança e higiene alimentar da Central Meleira, porque “veio ajudar a que os apicultores cumpram a legislação em vigor, para poder comercializar o mel”. A bombagem deixou de ser uma etapa da línea de produção num processo de extração de mel que já é procurado por Apicultores espanhóis. As principais atividades da Meltagus passam pela gestão da zona de produção controlada; pelo apoio técnico na área da apicultura a associados e não associados; pela formação na área da Apicultura e realização de tertúlias mensais com os associados; pela implementação do Sistema HACCP, elaboração de projetos apícolas e pela valorização e qualificação do mel produzido na região de Castelo Branco (DOP).
Já Sérgio Morgado, em representação dos apicultores que colocam o mel na Central Meleira, agradeceu todo o apoio que o Município tem prestado a todos os apicultores da Região com o dinamismo da Central Meleira. “Sem esta infraestura não se conseguiria suportar e cumprir as normas alimentares impostas por lei. Aqui temos condições de se pôr um frasco de mel em qual quer parte do mundo”, afirmou.
A Central Meleira é um investimento do último mandato de Joaquim Morão no setor agroindustrial que Câmara fez e foi inaugurado no dia 19 de Junho de 2013 pelo secretário de Estado da Alimentação, do Governo de Passo Coelho e tem capacidade para extrair 15 toneladas de mel por dia.
O projeto enquadra-se, no Eixo Prioritário 3 "Consolidação e Qualificação dos Espaços Sub-Regionais", no âmbito, do Regulamento específico, "Equipamentos para a Coesão Local", pretende tornar, a fileira do mel da região, mais atrativa e competitiva, promovendo a criação de novas oportunidades de negócio, por conseguinte, a criação de postos de trabalho, fomentando-se a integração, de grupos mais desfavorecidos.
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