Projetos do Centro nos RegioStars destacam o trabalho feito

A presidente da Comissão de Coordenação do Centro (CCDRC) disse à agência Lusa que a presença consecutiva de projetos da região finalistas dos prémios europeus RegioStars é o reconhecimento do trabalho que tem sido feito na aplicação de fundos europeus.

  • Economia
  • Publicado: 2019-10-07
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

A presidente da Comissão de Coordenação do Centro (CCDRC) disse à agência Lusa que a presença consecutiva de projetos da região finalistas dos prémios europeus RegioStars é o reconhecimento do trabalho que tem sido feito na aplicação de fundos europeus.

Este ano, o ECOMARE, Laboratório de Recursos Marinhos da Universidade de Aveiro, é um dos projetos finalistas da competição europeia "RegioStars Awards", destinado a premiar projetos que se destaquem a nível regional pela excelência e o seu caráter inovador.

O ECOMARE é único projeto português selecionado na categoria "connecting the green, blue and grey".

"Esta presença deixa-me satisfeita por vários motivos, mas também é o reconhecimento do trabalho da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro na aplicação dos fundos comunitários", explicou Ana Abrunhosa.

Para a presidente da CCDRC, as presenças constantes de projetos da região Centro entre os finalistas dos prémios europeus RegioStars é também uma forma de dar a conhecer o que se faz na região.

"Isso é muito importante. Dizer aos países contribuintes da União Europeia que vale a pena apoiar-nos e a sua solidariedade ajuda a mudarmos o país. Nesta fase de transição de quadros comunitários, os prémios são um incentivo aos países contribuintes, permitindo-lhes perceber que aplicam bem os seus recursos", sublinha.

Já sobre o ECOMARE, Laboratório de Recursos Marinhos da Universidade de Aveiro, realça que é um "projeto único" numa área em que no próximo quadro comunitário de apoio é preciso investir mais.

Ana Abrunhosa mostra-se confiante na vitória do ECOMARE e refere que quando se entra em concursos "é para ganhar". Mas caso o projeto português não saia vencedor de Bruxelas, "atinge-se os objetivos na mesma".

"Ser finalista num concurso tão aguerrido já é uma vitória. Estar nos 24 finalistas é já, em si mesmo, um prémio, mas concorremos para ganhar", afirma.

A presidente da CCDRC entende que em Portugal os fundos europeus "são bem aplicados" em projetos que ajudam a transformar o país: "Orgulhamo-nos muito disso".

O ECOMARE é um Laboratório para a Inovação e Sustentabilidade dos Recursos Biológicos Marinhos da Universidade de Aveiro inaugurado em 2017 pelo Presidente da República e que resultou de uma parceria entre a Universidade de Aveiro, a Câmara Municipal de ílhavo e a Administração do Porto de Aveiro.

É atualmente composto por dois edifícios: um utilizado para investigação e um outro que funciona como hospital veterinário de reabilitação de animais marinhos, como golfinhos, focas, tartarugas e aves marinhas, que tem tido a colaboração da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem (SPVS) e o apoio do Oceanário de Lisboa.

Em 2018, o Centro de Negócios e Serviços Partilhados (CNSP) do Fundão venceu o prémio RegioStars e o prémio Escolha do Público do galardão europeu foi atribuído ao projeto de requalificação do lugar da Vista Alegre, em Ílhavo.

Dois anos antes, em 2016, o Campus de Inovação de Oliveira do Hospital tinha vencido o prémio RegioStars e a Aceleradora de Empresas do Instituto Pedro Nunes (IPN) esteve entre os finalistas em 2017.

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