Beira Baixa: Luís Pereira diz que Ministério da Coesão Territorial é positivo para o interior

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) afirma que a criação do Ministério da Coesão Territorial é positivo para o interior e que espelha a preocupação que o Governo já havia manifestado com estes territórios na anterior legislatura.

  • Economia
  • Publicado: 2019-10-17
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) afirma hoje que a criação do Ministério da Coesão Territorial é positivo para o interior e que espelha a preocupação que o Governo já havia manifestado com estes territórios na anterior legislatura.

"Em termos gerais, a criação do Ministério para a Coesão Territorial é positiva e esperamos que os sinais dados correspondam ao lançamento de políticas efetivas. Penso que é um reforço para dar efetividade às preocupações manifestadas pelo Governo com os territórios do interior, já na anterior legislatura", afirmou à agência Lusa o presidente da CIMBB e da Câmara de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira.

Este responsável realçou que, dada a aproximação do novo quadro comunitário de apoio e dada a experiência que a nova ministra Ana Abrunhosa tem nestas matérias, espera que isso signifique também para o interior "um quadro diferente e que responda às expectativas do território".

"Temos todos uma perceção clara dos desafios que se colocam e dos problemas que enfrentamos e da necessidade de termos um conjunto de políticas públicas adequadas e coerentes, que permitam potenciar o território e, acima de tudo, atrair investimento, criar emprego e fixar pessoas", sustentou.

Luís Pereira entende que para se atingirem estes objetivos é necessário também o reforço dos serviços públicos e um quadro fiscal e de investimento específico para o interior.

"A escolha [de Ana Abrunhosa] para ministra foi perfeita, foi uma boa escolha", concluiu.

A nova ministra Ana Abrunhosa foi, como presidente da CCDRC, um dos rostos no processo de reconstrução das casas destruídas nos incêndios de 2017.

Ana Maria Pereira Abrunhosa, nascida em Angola, em 1970, é licenciada em Economia, mestre em Economia e doutorada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde é docente desde 1995, lecionando diversas disciplinas e colaborando regularmente com outras faculdades daquela Universidade.

Recentemente, em declarações à Lusa a propósito dos fogos e do processo de recuperação, afirmou que mais de 95% das casas destruídas na região Centro pelos fogos de outubro estão concluídas e entregues às famílias, acrescentando que algumas das três dezenas de habitações em falta, e da responsabilidade da CCDR, deverão ficar concluídas em 2020.

E elogiou os empresários da região que, desde 2017, reconstruíram os seus negócios.

O XXII Governo Constitucional, apresentado na terça-feira por António Costa ao Presidente da República, vai ter como ministros de Estado Pedro Siza Vieira, Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Mário Centeno.

A existência de quatro ministros de Estado é uma das principais novidades face ao Governo anterior, uma opção que fonte oficial do executivo justificou como "um reforço do núcleo central" do executivo.

Catorze ministros mantêm-se à frente das mesmas pastas, existindo cinco novos ministros, o que, segundo fonte do executivo, representa um sinal de "estabilidade e de continuidade" em relação ao anterior elenco governamental.

O segundo executivo liderado por António Costa vai integrar 19 ministros, além do primeiro-ministro, o que o torna o maior em ministérios dos 21 Governos Constitucionais, e também o que tem mais mulheres ministras, num total de oito.

O Governo deve ser empossado pelo Presidente da República "na próxima semana", em "data a determinar", após a publicação do mapa oficial das eleições de 06 de outubro e da primeira reunião do parlamento.

O PS foi o partido mais votado nas eleições, com 36,65% dos votos e 106 deputados eleitos, seguindo-se o PSD, com 27,90% dos votos e 77 mandatos no parlamento, quando ainda falta apurar o resultado dos círculos da emigração.

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